Produção científica brasileira sobre atividade física ganha destaque no cenário internacional


Corpo em movimento para benefícios tangíveis e mensuráveis frente às doenças e atividade física como ferramenta da promoção da saúde. Tais aspectos ganham mais espaço no produção científica mundial, com destaque para a produção nacional. É o que aponta o ranking divulgado recentemente pelo Global Observatory for Physical Activity (GoPA), no qual o Brasil aparece como sétimo (7º) país mais produtivo do mundo em pesquisas sobre atividade física e saúde pública. A pesquisa foi divulgada  no último dia 04, em Londres.

Com informações de 217 países, o ranking tem por base o levantamento mais abrangente já feito sobre a produção científica na área de atividade física e saúde coletiva em nível mundial. O líder da lista é os Estados Unidos, com 25% das publicações sobre o tema, seguido de Austrália, com 8%, Canadá, com 7% e Holanda, com 4%. Juntos, os quatro primeiros colocados concentram quase 45% das publicações científicas mundiais na área. Brasil, em 7º lugar, e China, em 8º, são os únicos países em desenvolvimento entre os vinte primeiros do ranking.

“No Brasil, a pesquisa tem chamado a atenção da comunidade internacional pela produção de resultados de interesse em saúde pública, como as academias ao ar livre, do projeto Academia da Saúde”, afirma Pedro Curi Hallal, coordenador do Centro de Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e diretor do GoPA.

Para elaborar o ranking, os pesquisadores utilizaram a base de dados do site PubMed, que reúne publicações científicas reconhecidas internacionalmente. O cálculo da contribuição científica por país obteve médias nacionais ponderadas para a publicação de artigos científicos em 2013. Foram também critérios de classificação a quantidade de publicações, número de pesquisadores e de grupos de pesquisa e quantidade de artigos compartilhados entre autores. Além do ranking, o levantamento apresenta perfis organizados por país, com informações sobre níveis de atividade física da população e existência de programas públicos de incentivo e monitoramento da atividade física nacional.

De acordo com os dados do Observatório, menos de um terço dos países mantêm pesquisas de vigilância para monitorar os índices de atividade física nacional ao longo do tempo. Ainda, 37 países apresentam planos nacionais específicos para a promoção da atividade física e outros 65 incluem estratégias de atenção à área nos planos de prevenção de doenças crônicas não-transmissíveis e promoção de saúde pública.

Em geral, os índices de inatividade física são maiores nas populações de países de renda alta. Nesse grupo, destacam-se os países que simultaneamente estão entre os mais ativos (níveis de atividade física iguais ou superiores a 70%), têm produção científica na área e mantém planos nacionais de monitoramento e promoção da atividade física. Entre eles, estão o Chile, na América Latina, e a Holanda, na Europa.

Um dos principais fatores de risco para doenças crônicas em nível global, a inatividade física atinge países de renda baixa, média e alta, respondendo por cinco milhões de mortes por ano. Em todo o mundo, aproximadamente 30% dos adultos são fisicamente inativos, com proporções que variam de 17%, no Sudeste asiático, a 43%, nas Américas e no Leste Mediterrâneo.

Cenário Brasil: O levantamento localizou 430 cientistas atuantes nesse campo de investigação científica no país, distribuídos em 55 grupos de pesquisa. Esses pesquisadores foram responsáveis pela publicação de 96 artigos científicos em periódicos incluídos no banco de dados no período estudado. Cada autor desenvolve trabalhos de pesquisa com mais sete pesquisadores, em média.

 

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