Entidades manifestam-se por outras notas e condenam pronunciamento de Bolsonaro

Atualizada em 29/03/2020

Diante do pronunciamento do presidente da República na noite de 24 de março, contrariando as principais medidas propostas pelos órgãos de vigilância sanitária e do próprio Ministério da Saúde para lidar com a pandemia da Covid-19, diversas entidades ligadas às áreas de ciência e saúde se pronunciaram criticando a fala do presidente. A Abrasco, em parceria com diversas entidades, lançou a nota “Bolsonaro, inimigo da saúde do povo”, na qual declara a fala de Bolsonaro como um “discurso da morte”, além de ser “intolerável e irresponsável”.

A nota é veemente e ressalta o posicionamento dos profissionais de saúde e pesquisadores que “vêm a público denunciar os efeitos nocivos das posições do presidente da República sobre a grave situação epidemiológica que estamos vivendo. Seu pronunciamento perverso pode resultar em mais sofrimento e mortes na já tão sofrida população brasileira, particularmente entre os segmentos vulnerabilizados em nosso país.”

Outras entidades da saúde também se posicionaram. No dia 27, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Comissão Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns, a Associação Brasileira de Ciências (ABC), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) assinaram a nota conjunta “Em defesa da Vida”, para alertar a população para que fique em casa, respeitando as recomendações da ciência, dos profissionais da saúde e da experiência internacional. A nota foi destaque na imprensa de todo o País – veja o documento, e a sua repercussão na imprensa.

Veja abaixo as notas de algumas outras entidades e pronunciamentos críticos à fala do presidente em rede nacional.

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