Abrasquianos participam de caderno especial sobre saúde

Reprodução da capa do suplemento E Agora, Brasil – Saúde – Foto: Lalo de Almeida/Folhapress

Presidente da Abrasco (2015-2018) e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/Unicamp),Gastão Wagner foi um dos abrasquianos entrevistados para o suplemento especial E Agora, Brasil – Saúde, publicado no domingo, 25 de agosto, pelo jornal Folha de S. Paulo. Um variado número de especialistas de universidades públicas e privadas e de representantes de associações da saúde e do mercado de saúde foram ouvidos pelas jornalistas Claudia Collucci, Natália Cancian e por trainnés do veículo. Como anunciado logo no início da publicação, o objetivo do suplemento é apresentar diagnósticos e discutir propostas que possam contribuir para o debate e o encaminhamento de políticas do setor saúde em um ano de eleições.

Na matéria “Medidas podem gerar ganhos de quase R$ 22 bi por ano para o SUS“, Gastão Wagner debate com outros especialistas possíveis melhorias nas estruturas das unidades de saúde para superar as deficiências do SUS. “Podem [os hospitais de poucos leitos] ser transformados em unidade mista, com uma ou duas equipes de saúde da família, sala de parto e estrutura ambulatorial. É uma forma de aumentar a eficiência e atender a população, que não fica desguarnecida”, diz Gastão, ressaltando que não se deve fechar unidades,  mas sim mudar a finalidade delas.

Setor discute como obter mais verbas em quadro de restrições“, reportagem voltada para o debate do financiamento do setor, contou com a participação de  Eli Iola Gurgel, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (FM/UFMG) e integrante do Conselho da Abrasco. Ela critica os efeitos nefastos da Emenda Constitucional 95 (EC 95), que fixa os investimentos em saúde, educação e demais políticas sociais por 20 anos. “Nossa preocupação é que a nova regra diminua o orçamento. Se o governo não conseguir liquidar o que chama de “restos a pagar”, não entra como gasto efetivado. E se restos a pagar não é liquidado, é cancelado”.

Já Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM/USP) e vice-presidente da Abrasco, contestou as visões apresentadas pelos defensores dos planos de saúde que defendem o modelo dos planos populares na matéria “Mudar modelo de pagamento é alternativa para planos”. “A grande reivindicação das operadoras nesse momento é liberar planos mais baratos, que são uma caixa de surpresas”, alegando que a entrada desse modelo de assistência levaria o país ao período antes de 1998, quando havia uma diversidade de planos fragmentados e pouca proteção do consumidor. “Vemos uma tendência de uma piora de serviços, diminuição de rede credenciada, além de excluir cobertura e oferecer produtos com coparticipação muito elevada”, avalia Scheffer.

Participaram também da edição com análises e comentários os abrasquianos e abrasquianas  Ana Maria Malik, coordenadora do GVSaúde, da Fundação Getulio Vargas e integrante da Comissão de Política, Planejamento e Gestão em Saúde (CPPG/Abrasco) e de Oswaldo Tanaka, diretor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP) e coordenador do Grupo Temático Monitoramento e Avaliação de Programas e Políticas de Saúde (GT Avaliação/Abrasco).

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