A ABRASCO comemora a patente da primeira vacina contra a Esquistossomose produzida pela Fiocruz


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou nesta, terça-feira dia 12 de junho, a criação e a patente da primeira vacina contra a Esquistossomose. “A ABRASCO saúda a Fiocruz e comemora a patente da primeira vacina mundial contra a Esquistossomose. O sucesso da Fiocruz evidência a excelência científica e o compromisso social da instituição, sendo motivo de orgulho da saúde coletiva brasileira. Este feito destaca internacionalmente nosso país no enfrentamento de doenças negligenciadas que afetam milhões de pessoas em todo mundo. Parabéns aos pesquisadores e colegas da Fiocruz”, celebra o presidente da ABRASCO, Luiz Augusto Facchini. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença afeta 200 milhões de pessoas no mundo, sendo 2,5 milhões só no Brasil, e se alastra em países mais pobres.

A esquistossomose, também conhecida popularmente no Brasil com o nome de Barriga D’agua ou Xistose, é causada por um platelminto conhecido como Schistosoma Mansoni. A doença  apresenta duas fases, uma aguda e outra crônica. Na fase aguda, podem ocorrer manifestações clínicas como: febre, tosse, diarréia, enjoos, vômitos, emagrecimento, coceiras e dermatites. Na segunda fase, conhecida como crônica, as manifestações são geralmente assintomáticas, podendo ocorrer diarréia, e a evolução grave do quadro com o aumento do fígado (hepatomegalia), cirrose, aumento do baço, rompimento de veias do esôfago e ascite (dilatação e proeminência do abdômen). As medidas preventivas como a educação sanitária, o saneamento básico (redes de esgoto), o controle dos caramujos e a informação correta sobre o modo de transmissão da doença ainda são é a melhor maneira de combater a doença.

A vacina foi produzida a partir de um antígeno, a proteína Sm 14, obtida do Schistosoma Mansoni. A proteína-base da vacina foi escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos seis antígenos mais promissores no combate à doença. O teste em voluntários teve início em maio de 2011, logo após a aprovação do protocolo clínico de pesquisa pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e foi conduzido pela equipe do Instituto de Pesquisa Evandro Chagas (Ipec/Fiocruz). O projeto, que acaba de finalizar os testes em humanos obteve resultados que garantem que a vacina seja segura e capaz de produzir proteção para a doença. Ainda não há informações de quando a dose estará disponível no mercado brasileiro.

“Foto: Fiocruz”.

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