Segurança alimentar é tema do Dia Mundial da Saúde de 2015


O dia é de alerta: alimentos contaminados já mataram 351 mil pessoas nesta década, aponta OMS – Organização Mundial da Saúde. Doenças provocadas por alimentos e água contaminados têm consequências devastadoras para a saúde e a economia de um país, estima-se que mais de 2 milhões de pessoas, a maioria criança, morram anualmente em decorrência dessas enfermidades. Diante das ameaças, a OMS usará o Dia Mundial da Saúde, celebrado neste 7 de abril, para alertar sobre a necessidade de promover ações internacionais que englobem toda cadeia de abastecimento de comida.

A campanha se chama “Do campo ao prato, torne os alimentos seguros” e traz os primeiros resultados de uma análise sobre a atual carga global de doenças transmitidas por alimentos. Desde 2010, foram registrados pelo menos 582 milhões casos de 22 doenças entéricas transmitidas por produtos alimentícios — pouco mais de 40% eram crianças com menos de 5 anos. No total, foram 351 mil mortes, a maior parte causada por Salmonella typhi (52 mil óbitos), Coli enteropatogênica (37 mil) e norovírus (35 mil). E esses números ainda podem subir quando a análise for concluída — os resultados finais devem sair em outubro.

Na campanha que está lançando, a OMS ressalta que situações de emergência como essa podem ser evitadas com o desenvolvimento de sistemas que auxiliem os governos a arquitetarem ações públicas para conter as contaminações químicas ou microbiológicas. A organização também ressalta que o consumidor, parte final da cadeia de abastecimento, desempenha um papel importante na promoção da segurança alimentar, adotando hábitos higiênicos, especialmente na hora de cozinhar certos alimentos, como carnes.

O tema da campanha é: “Do Campo à Mesa, Torne a Comida Segura”. Segundo a OMS, por ano, são registrados 582 milhões de casos de doenças geradas por alimentos que estavam impróprios para o consumo, com 351 mil mortes associadas. A urbanização e as mudanças nos hábitos de consumo têm aumentado o número de pessoas que compram e comem alimentos preparados em locais públicos. A globalização tem provocado crescente demanda dos consumidores por uma ampla variedade de alimentos, resultando em uma cadeia global cada vez mais complexo e mais alimentos.

Com a globalização, as viagens e o crescimento do comércio internacional de alimentos, as doenças transmitidas por alimentos podem atravessar as fronteiras nacionais a afetar rapidamente vários países, representando um risco cada vez maior de transmissão de doenças. Exemplos incluem contaminação de fórmula infantil, surtos de Escherichia coli ligadas a carnes contaminadas e legumes, uso indiscriminado de agrotóxicos, entre outros.

Os governos devem eleger a segurança alimentar uma prioridade de saúde pública, uma vez que desempenham um papel fundamental no desenvolvimento de políticas e marcos regulatórios, estabelecer e implementar sistemas de segurança alimentar eficazes que assegurem que os produtores de alimentos e fornecedores ao longo de toda a cadeia alimentar, desde o campo até a mesa do consumidor, seja em sua casa ou em um restaurante, possam operar de forma responsável e fornecer alimentos seguros para os consumidores. A boa colaboração entre governos, produtores e consumidores ajuda a garantir a segurança alimentar.

OMS Cinco divulga chaves para uma alimentação mais segura ao oferecer orientação prática para fornecedores e consumidores relacionadas à manipulação e preparação dos alimentos:

Chave 1: Mantenha limpo
Chave 2: Separe alimentos crus de cozidos
Chave 3: Cozinhe bem os alimentos
Chave 4: Mantenha os alimentos a temperaturas seguras
Chave 5: Use água potável e matérias-primas de qualidade

Dia Mundial da Saúde será marcado por manifestações em São Paulo

Neste Dia Mundial da Saúde, diversos setores prometem sair às ruas de São Paulo em defesa da saúde. A principal manifestação é a passeata organizada pelas plenárias municipal e estadual de entidades e movimentos de saúde, que começa em frente à Secretaria Estadual da Saúde, próximo ao complexo do Hospital das Clínicas e Instituto do Coração (Incor).

Na sequência, os manifestantes seguirão até a Secretaria Municipal de Saúde, num ato reafirmando a posição contrária à gestão de equipamentos de saúde por organizações sociais (OSs). Um grupo sairá em direção ao Ministério Público Estadual para entregar uma carta das plenárias, onde estão elencadas reivindicações para que o SUS cuide bem da população. O movimento questiona ainda a aprovação da PEC do Orçamento Impositivo pela Câmara dos Deputados, que determina a porcentagem de investimento mínimo em Saúde. Segundo as entidades, as taxas afixadas (até 15% da Receita Corrente Líquida em quatro anos) estão muito aquém do preconizado no projeto de lei de iniciativa popular Saúde +10, assinado por mais de 2 milhões de brasileiros, que estipula o equivalente a 18,7%.

 

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