Sintonia SUS fala sobre o atendimento à população em situação de rua


A Rede Brasil Atual publicou nesta terça-feira 25 de novembro de 2014, uma entrevista com Lucina Toni, doutoranda em saúde coletiva e coordenadora do grupo de Saúde Mental do SUS, em Sorocaba, sobre a proposta do Sistema Único de Saúde (SUS) que leva à população de rua atenção básica e psicossocial no próprio local. O assunto foi tema do Sintonia SUS, programa semanal da Rádio Brasil Atual que trata e debate políticas de saúde pública.

Confira aqui a matéria:

As chamadas equipes de Consultório na Rua (eCR) promovem cuidado e protagonismo para cidadãos em situação de extrema exclusão dentro das cidades que habitam. Lucina Toni, doutoranda em saúde coletiva e coordenadora do grupo de Saúde Mental do SUS, em Sorocaba (interior paulista), explicou à rádio que o programa a população em situação de rua muitas vezes não se identifica nem mesmo com o direito universal de acesso à saúde. Segundo a especialista, o atendimento das eCRs começa por esta conscientização.

Em Campinas (também no interior de São Paulo), por exemplo, desde setembro de 2012 um automóvel Kombi circula pela cidade levando os profissionais de saúde. Desde então, a unidade itinerante já faz cerca de mil atendimentos por mês para mais de 150 pessoas em situação de rua. Alcoolismo, dependência química, doenças como diabetes, tuberculose e transtornos mentais são algumas das demandas mais frequentes.

O cuidado vai além do tratamento da doença. O trabalho do Consultório na Rua também precisa envolver outras secretarias, como Trabalho, Renda, Habitação, temas que são algumas das causas que levam as pessoas pra rua. “A intersetorialidade ainda é algo a ser construído, mas já temos algumas experiências exitosas”, relata Luciana. “Esse profissional que se aproxima desse sujeito que não tem documento, não tem alguma outra forma de identificação e de acesso a outras políticas precisa construir com os outros atores das demais secretarias de Saúde essa possibilidade”. Ela explicou ainda que a falta de documentos desses cidadãos não pode ser uma barreira ao acesso ao atendimento básico, mas que também é preciso buscar que as pessoas se interessem por regularizar seus registros civis, de forma a reduzir as situações de constrangimento e vulnerabilidade.

Ouça aqui o programa Sintonia SUS da Rádio Brasil Atual.

 

 

Onde os invisíveis têm vez

Outro projeto que vem ganhando adeptos com uma velocidade impressionante é o SP Invisível. ‘O SP invisível é um projeto que visa abrir os olhos e a mente através das histórias dos invisíveis para motivar as pessoas a terem um olhar mais humano’ resume a página oficial na rede social.

Foi assim que nasceu a ideia do SP Invisível, uma comunidade das mídias sociais criada por 4 estudantes universitários que mostra a história de pessoas como elas realmente são, pessoas essas que não tem Facebook, e que você passa por elas e nem vê. Eles entrevistam moradores de rua, catadores, artistas de rua e profissionais menos reconhecidos por SP para saber as histórias que existem por trás delas, suas alegrias e tristezas, a maneira com que eles veem o mundo e seus acontecimentos.

ACESSE AQUI O SP INVISÍVEL, RJ INVISÍVEL

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