Estudo associa consumo de ultraprocessados a risco de morte

Estudo realizado por pesquisadores franceses e publicado nesta semana no periódico JAMA Internal Medicine traz novas evidências científicas que indicam a associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e o aumento do risco de morte. Se já havia evidências associando o consumo de ultraprocessados a um maior risco de obesidade, hipertensão e câncer, os dados da nova pesquisa conferem ainda maior robustez científica às relações entre consumo excessivo de tais produtos e as chances das pessoas virem a falecer.

Desenvolvido por epidemiologistas da Universidade Paris 13, a pesquisa tomou como universo 44. 551 franceses adultos acima dos 45 anos acompanhados pela coorte French NutriNet-Santé Study, lançada em 2009. Os participantes selecionados deveriam completar pelo menos 1 dos 3 registros de monitoramento dietético online de 24 horas durante os primeiros dois anos de acompanhamento. Neste intervalo, 602 pessoas faleceram, e do universo total, houve 219 casos de câncer e 34 de doenças vasculares.

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O monitoramento dietético do estudo serviu-se da classificação NOVA, criada em 2009 pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS/USP), distinguindo os grupos da pesquisa de acordo com o consumo de alimentos in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados.

O consumo de alimentos ultraprocessados foi associado a participantes de idade mais jovem (45-64 anos, média), menor renda, nível educacional mais baixo, vivendo sozinho, alto índice de massa corporal (IMC), e menor nível de atividade física. Após o ajuste para uma série de fatores de confusão, chegou-se a proporção que associa o aumento em  10% do consumo de ultraprocessados ao aumento em 14% do risco de morte. “Quando você faz a revisão das evidências científicas, vários estudos em vários lugares encontraram a mesma coisa. A totalidade das evidências é muito importante” avalia Carlos Monteiro, coordenador do NUPENS/USP e professor da Faculdade da Saúde Pública da mesma universidade, em entrevista ao site O Joio e o Trigo. Clique e leia a matéria completa.

 

 

 

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