Abrasquianos discutem relações entre políticas proibicionistas e a SC

Publicado no último número de Cadernos de Saúde Pública (Vol.35 nº.7, julho 2019), o ensaio “Política de drogas e Saúde Coletiva: diálogos necessários” discute o impacto da atual política sobre drogas e suas implicações à Saúde Coletiva da sociedade brasileira.

O texto analisa como o paradigma proibicionista, radicalizado no governo Bolsonaro e baseado nas ações de criminalização do plantio; comércio e consumo de substâncias psicoativas e num modelo de assistência focado nas comunidades terapêuticas, são fatores catalizadores da violência e do aumento da mortalidade por homicídios, além de causar fortes impactos sanitários, tanto pelas ações de encarceramento em massa como o bloqueio ao acesso ao sistema de saúde e a novas terapias derivadas de substâncias psicoativas, como o uso do canabidiol, entre outros tratamentos atualmente proscritos e proibidos.

Ao final, traz propostas de mudanças e de delineamento de políticas públicas futuras, ressaltando a descriminalização do uso, da posse e da venda de pequenas quantidades de drogas; a redução da violência e da discriminação associadas ao policiamento; o foco em políticas de redução de danos, com abordagem das especificidades relacionadas ao gênero.

Débora Gomes-Medeiros é mestranda em Saúde Coletiva pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (PPGSC/FCM-Unicamp); Pedro Henrique de Faria é doutorando pelo mesmo Programa e integrante do Grupo de Trabalho Violência e Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco); Gastão Wagner de Sousa Campos é professor titular da FCM-Unicamp e presidente da Abrasco no triênio 2015 – 2018; e Luís Fernando Tófoli, também professor da FCM-Unicamp, é integrante do Grupo de Trabalho Saúde Mental da Abrasco e representa a Associação na PBPD – Plataforma Brasileira de Políticas de Drogas. Clique e acesse o artigo original.

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