Depressão cresce entre universitários paulistas


Os aspectos do mundo contemporâneo – em que o desejo voltado para o consumismo, típico do sistema capitalista, gera complexos e depressões – foram as bases para um trabalho científico apresentado no 11º Congresso Mundial de Saúde Pública, na quarta-feira, dia 23 de agosto. O estudo concluiu que é alarmante a freqüência de sentimentos negativos tais como mau-humor, desespero, ansiedade e depressão em jovens universitários paulistas.

Segundo a pesquisa, 90% dos estudantes avaliados, de ambos os sexos, estão insatisfeitos com suas qualidades de vida nas questões referentes à capacidade de aceitar sua aparência física, ter dinheiro suficiente para satisfazer as necessidades, ter oportunidade de atividades de lazer, satisfação com a vida sexual e acesso aos serviços de saúde. O estudo, feito pela pesquisadora Célia Conceição Fontes Parzewski, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), buscou compreender e explicar a relação entre transtornos alimentares, a insatisfação com a própria imagem corporal e a depressão em universitários. Foram entrevistados estudantes com idades entre 18 e 37 anos, de ambos os sexos e de diferentes classes sociais.

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