208 milhões de brasileiros usufruem do Sistema Único de Saúde

Psicóloga Andreia Resende e a cabeleireira Bruna Paulista: SUS também é acolhimento | Foto: Flavio Tavares/Hoje em Dia

Em homenagem aos 30 anos do Sistema Único de Saúde (SUS) o jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte (MG), produziu uma série de cinco reportagens sobre a eficiência do sistema, que é referência mundial. Seja através de tratamento de doenças – ou da distribuição de vacinas, de pesquisas, da vigilância sanitária e controle de medicamentos, da formação de profissionais de saúde, do mapeamento de epidemias…Todos os brasileiros dependem e usufruem do SUS de alguma maneira. Confira, abaixo, as facetas do cuidado abordadas pelo veículo:

A reportagem Sobrenome SUS: Programa Saúde da Família cresce 45% em Minas em uma década conta a história da Estratégia de Saúde da Família, das equipes, dos Agentes Comunitários e de como era o acompanhamento da população antes do SUS ser implantado, em 1988, quando só 30 milhões de pessoas tinham direito ao atendimento.

“Sentados no sofá, entre uma pergunta e outra sobre o cartão de vacina, o desabafo de um problema particular e a alegria ao contar as novidades da escola e do trabalho. Muitas são as realidades presenciadas diariamente pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Os profissionais, considerados porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), fazem parte da vida das pessoas, sendo, não raro, amigos de longa data. As relações são construídas em meio à visita domiciliar, que ocorre uma vez por mês”. Leia aqui matéria completa.


“No rótulo dos alimentos, nos produtos expostos nas prateleiras do supermercado e até na embalagem do cigarro. Muita gente acredita que o Sistema Único de Saúde (SUS) atua somente em hospitais. Mas a abrangência vai além. Mesmo sem ser atendido nas unidades públicas, é impossível que algum dos 208 milhões de brasileiros não dependa do serviço. Controle sanitário, produção de vacinas, mapeamento de epidemias e formação de médicos são atividades realizadas pela rede”
.

Já o trecho acima é da matéria Não é só tratamento; SUS também controla endemias, produz vacinas e forma médicos, que explora o SUS pra além do atendimento direto aos pacientes. A vigilância sanitária, por exemplo, que determina quais medicamentos são comercializados na farmácia e verifica seu armazenamento e validade, é um braço do Sistema Único de Saúde. Confira aqui.

O trabalho  e o amor pela profissão de médicos de excelência da rede pública são ilustrados na terceira reportagem da série, Tradição e vocação levam médicos gabaritados para o SUS.

“Ter o próprio consultório, com um salário mais vantajoso, nem sempre é o que um médico deseja para a carreira. Tradição familiar e vocação para o ensino têm levado profissionais a trabalhar na rede pública, seja em postos de saúde ou em grandes hospitais. Para eles, a gratificação é ajudar a construir um Sistema Único de Saúde (SUS) de qualidade e acessível a toda a população. Os especialistas, inclusive, auxiliaram na consolidação da assistência a pacientes com doenças mais complexas”. Leia matéria completa.

O Hoje em Dia mostra, também,  como é a rotina nas unidades públicas transformadas em uma ala da cidadania LGBT, em Minas. Trecho da reportagem Ambulatório para pessoas trans é sinônimo de acolhimento no SUS:

“Acolhimento é palavra de ordem nos ambulatórios mineiros criados para atender às pessoas trans ou com identidade de gênero diferente do sexo biológico. Chamados pelo nome social, os usuários não apenas são respeitados, mas têm a garantia de acesso ao tratamento gratuito com psicólogos, ginecologistas, clínicos e, principalmente, endocrinologistas”. 

 

A última reportagem da série –Medicina alternativa reduz as idas dos pacientes aos postos de saúde de BH – ilustra a inserção das práticas integrativas e complementares no sistema público. Em Belo Horizonte, por exemplo, os usuários têm acesso à acupuntura, homeopatia, medicina antroposófica, lian gong e terapia comunitária integrativa:

“Prevenção de doenças e economia aos cofres públicos. Essas são as apostas do Sistema Único de Saúde (SUS) ao oferecer práticas integrativas. Em Belo Horizonte, a estratégia dá certo, garantem os profissionais da rede pública. De cada dez pessoas adeptas do lian gong, terapia da medicina tradicional chinesa, por exemplo, pelo menos sete relatam ter reduzido a ida aos postos municipais, conforme pesquisa realizada pela prefeitura. Os métodos alternativos são cada vez mais valorizados pelo Ministério da Saúde. Atualmente, 29 procedimentos são ofertados, sendo que 24 passaram a fazer parte do programa nos últimos dois anos.”

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