Paulo Buss recebe o título de professor-emérito da Fiocruz

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“Um prêmio não apenas para uma pessoa, mas para toda uma geração indignada de sanitaristas”. Com essas palavras, o abrasquiano Paulo Buss, atual coordenador do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz), recebeu o título de professor-emérito da Fundação Oswaldo Cruz. A cerimônia foi realizada em 7 de outubro, e também concedeu ao moçambicano Paulo Lyz Ferrinho, até recentemente diretor do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) da Universidade Nova de Lisboa, o título de Doutor Honoris Causa da Fundação.

A cerimônia foi coordenada pela presidente da Fundação, Nísia Trindade, que convocou ao palco do Auditório do Museu da Vida a diretora do Instituto Nacional de Infectologia, Valdiléa Veloso, e o diretor da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Hermano Albuquerque, para prestarem as homenagens ao primeiro secretário-executivo da Abrasco, ex-diretor da ENSP e ex-presidente da Fundação por dois mandatos consecutivos. Buss foi um dos depoentes do mini-documentário “Abrasco 40 anos: Homenagem e história”, feito para a celebração do aniversário da Associação, comemorado em João Pessoa (PB), na abertura do 8º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde.

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Emocionado, o novo professor-emérito da Fiocruz disse em sua intervenção que a homenagem se dirige não apenas a ele, mas a toda a geração indignada de sanitaristas, que chegou à instituição na década de 1970, durante a ditadura. “Nós mudamos o Brasil. Fizemos a reforma sanitária, realizamos a 8ª Conferência Nacional de Saúde, construímos o SUS, que precisamos preservar e robustecer, mudamos o conceito de que os serviços de saúde eram prestados somente a quem tinha carteira assinada, fomos resistência. Mudamos, para melhor, este país”, argumentou Buss. Ele citou célebres sanitaristas, já falecidos, como também responsáveis por essas conquistas, como Sergio Arouca, Adib Jatene, Luiz Hildebrando Pereira da Silva e Eleutério Rodriguez Neto. Confira a matéria original aqui.

Em entrevista ao jornalista Ricardo Valverde, ele destacou a importância do ensino na sua trajetória. “Eu tenho uma paixão verdadeira pelo ensino, pela transmissão do pouco conhecimento que eu possa ter. E compartilho esse conhecimento com prazer, com felicidade, com orgulho, não apenas com os alunos, mas com os colegas de trabalho, os confrades da academia, os demais professores da Fiocruz.” Leia a entrevista completa. 

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