UERJ abandonada pelo governo do Rio de Janeiro

O governo do Rio de Janeiro deve R$ 350 milhões para a instituição. Em reportagem para o Bom Dia Brasil, Tânia Carvalho Neto, sub-reitora de graduação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, chora ao falar da situação crítica de servidores, professores e alunos – “Mais de 700 alunos já pediram transferência, foram embora. Tenho servidor sendo despejado, tenho professor com a luz cortada por falta de pagamento, ainda nem recebemos 13º salário de 2016. Ninguém pode pedir um sacrifício desse”.

A reitoria da Universidade do Estado do Rio de Janeiro já adiou seis vezes o retorno das atividades acadêmicas em 2017. O Fórum de Diretores das Unidades Acadêmicas da Universidade  reafirmou mais uma vez, que ainda não é possível o início das aulas, previsto para março, para o ensino básico, a graduação e a pós-graduação na instituição. As aulas deveriam ter começado no dia 17 de janeiro, mas foram adiadas sucessivamente.

Atualmente, a instituição está sem serviço de restaurante universitário, sem recolhimento de lixo e com apenas 12 funcionários para a limpeza do campus sede. Estudantes não receberam nenhuma bolsa relativa a 2017. Técnico-administrativos e docentes ainda têm vencimentos de 2016 a receber. Até mesmo as crianças do Colégio de Aplicação (CAP) estão há oito meses sem aulas; e 300 trabalhadores da universidade foram demitidos sem receber os salários e direitos que lhes eram devidos.

A Universidade Estadual do Rio de Janeiro está enfrentando a pior crise de sua história. A situação se encontra em níveis degradantes: o problema vai da falta de papel higiênico nos banheiros, a problemas graves, como a falta de pagamento aos docentes desde dezembro do ano que passou. A Universidade está impossibilitada de dar retorno às aulas, pois permanece ainda sem as condições básicas para isso. Sem o repasse da verba do governo estadual, a Universidade carece dos serviços de limpeza, coleta do lixo, manutenções gerais, funcionamento do Restaurante Universitário, além do não pagamento do salário desde dezembro (incluindo o 13º) dos que nela trabalham. A justificativa da Secretaria de Educação é de que, em razão da crise econômica, os repasses tiveram de ser cessados.

ASSISTA AQUI http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/edicoes/2017/03/09.html#!v/5710544

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