Deutsche Welle cita Abrasco em matéria sobre Consea

O portão alemão Deutsche Welle citou a Abrasco na matéria “Segurança alimentar sob risco de retrocesso no governo Bolsonaro”, publicada no último domingo (13/01). A repórter Karina Gomes entrevistou Kiko Afonso, coordenador da ONG Ação da Cidadania – que atua em prol de políticas públicas contra a fome e a miséria – e Larissa Bobardi, professora do Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana da Universidade de São Paulo, sobre a extinção do Consea. Leia trechos:

Criado em 1993, o Consea era atuante no acompanhamento e formulação de políticas públicas de combate à fome no Brasil, como o Programa Fome Zero e o Bolsa Família, além de políticas para a melhoria da qualidade da alimentação da população, desde a cadeia de produção até o consumidor. Entre os temas discutidos, também estavam as embalagens dos produtos, os alimentos ultraprocessados e a rotulagem de alimentos transgênicos.

“A atuação do Consea permitiu um salto de excelência, porque além de olhar para a questão da segurança alimentar, o conselho avançou na questão da soberania alimentar, com foco na qualidade dos alimentos que chegam ao consumidor”, avalia Bobardi. 
“O Consea teve um papel fundamental na formulação da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, do Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar e também no controle do uso de agrotóxicos”, exemplifica. 

Entre os representantes da sociedade civil no Consea estavam o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), o Instituto Alana, voltado para o desenvolvimento da infância, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA).

“A importância do Consea é óbvia. A participação da sociedade civil na proposição e discussão de questões referentes à segurança alimentar, desde a questão da fome até o uso de agrotóxicos e formas nocivas de alimentação, foi crucial. Tudo isso agora está comprometido, porque a sociedade civil passa a não contar mais com fóruns de participação junto ao governo e perde esse canal de diálogo direto”, diz Afonso 

Matéria completa aqui. 

 

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