Canal Saúde inicia processo de formação de conselho curador


Desde que a comunicação passou a compor centralmente a pauta do setor saúde, a importância de ver e ser visto nas telas e nas mídias ganhou e ganha relevância nos debates das conferências nacionais e em demais fóruns. Em 1994, esse desafio começou a se tornar realidade com a criação do Canal Saúde. Passados 22 anos, o Canal é uma realidade e encontra-se diante de um novo momento de transformação: atender e ampliar sua transmissão via TV digital e iniciar o processo de formação de seu conselho curador, ampliando e materializando a missão do canal: construir cidadania.

Um dos passos desse momento foi dado na última nesta terça-feira, 26 de julho, com a oficina ‘Um Canal de TV para o SUS‘, realizada no auditório do Centro de Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (ICICT/Fiocruz). A atividade compôs a Semana de Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e reuniu diversas entidades e representantes dos mais variados segmentos da sociedade. A Abrasco esteve representada por sua equipe de comunicação. Presente também Rodrigo Murtinho, vice-diretor do ICICT/Fiocruz e membro do Grupo Temático Comunicação e Saúde (GTCom/Abrasco).

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A criação de um conselho para a emissora é uma demanda antiga do próprio Canal e recentemente tornou-se uma exigência, com sua entrada na TV aberta digital na multiprogramação da TV Brasil. A discussão foi aberta por Márcia Corrêa e Castro, superintendente do Canal Saúde, que abriu a a oficinia ressaltando o os pontos que deveriam orientar o debate: o caráter de conselho, seu objeto, sua composição e forma de escolha. “Desde o início a proposta do Canal Saúde é ser uma emissora do Sistema Único de Saúde (SUS) e, que para ser realmente um canal do SUS, ele precisa de um conselho que represente os interesses da sociedade.”

Após a abertura, Rita Freire, presidenta do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e Ederson Marques, coordenador de Comunicação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), discorreram sobre papéis, funções e perspectivas dos conselhos curadores e do controle social em saúde.

Com base na maioria das propostas ficou estabelecido que o conselho ideal para o Canal Saúde seria de caráter deliberativo e consultivo, com capacidade de influir na programação e na linha editorial da emissora, com ampla representatividade dos setores da sociedade, em especial aqueles representativos do SUS. Ao final, Arlindo Fábio Gómez de Sousa, fundador, superintendente do Canal Saúde e ex-presidente da Abrasco, ressaltou a importância do comprometimento dos futuros conselheiros para com o pacto político que significará o novo conselho curador. “Construindo cidadania não está no nosso slogan de graça. É um compromisso político e queremos um conselho que nos diga quando estivermos nos desviando da nossa missão por algum motivo”, afirmou.

Além da Abrasco, participaram da oficina a Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn Nacional), a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a Associação Brasileira Rede Unida, a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), o Conselho Federal de Farmácia (CFF), o Conselho Federal de Psicologia (CFP), o Conselho Nacional de Saúde (CNS), a Cooperativa de Trabalho de Produção de Audiovisual em Saúde, Saneamento e Meio Ambiente (Coopas), a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), o Fórum Social de Manguinhos (FSM), o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação, a Organização Nacional de Entidades de Deficientes Físicos (ONEDEF), a Rede Lai Lai Apejo e integrantes de diversas unidades, das regionais e de projetos da Fiocruz.

Atualmente, o Canal Saúde atinge os Conselhos municipais e estaduais de Saúde que têm recepção por meio de antenas parabólicas convencionais ou em sistemas de TV a Cabo; pela na multiprogramação da TV Brasil, no canal 2.4, no Rio de Janeiro e em Brasília, e no 3.4, em São Paulo, e pela internet. Confira outras informações na matéria do Canal Saúde.

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