Campanha contra os agrotóxicos completa 5 anos


Pelo fim da pulverização aérea; pelo fim da isenção de impostos aos agrotóxicos; pelo banimento imediato dos agrotóxicos banidos no exterior; por uma água livre de agrotóxicos; pela criação de zonas livres de agrotóxicos e transgênicos: há 5 anos mais de 100 entidades, entre elas a Abrasco, levantam estas ‘bandeiras’ e constroem a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, que tem o objetivo de sensibilizar a população brasileira para os riscos que os agrotóxicos representam, e anunciar um novo modelo de produção de alimentos baseado na Agroecologia.

Desde 2008, o Brasil, ocupa o lugar de maior consumidor de agrotóxicos no mundo. Os impactos à saúde pública são amplos porque atingem vastos territórios e envolvem diferentes grupos populacionais, como trabalhadores rurais, moradores do entorno de fazendas, além de todos nós que consumimos alimentos contaminados. Em 2015, a Abrasco publicou uma versão atualizada e impressa do Dossiê Abrasco, que mostra os impactos dos agrotóxicos na saúde, através de estudos e pesquisas que comprovam a relação entre agronegócio, agrotóxicos e transgênicos com problemas de saúde.

Neste 7 de abril de 2016, a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida completa 5 anos de caminhada e para marcar a data, está publicando vídeos com diversas personalidades que se destacaram neste anos na luta contra os venenos. No primeiro vídeo, Maria Emília Lisboa Pacheco, presidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (CONSEA) fala sobre a importância da luta pelo PRONARA –  Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos, elaborado há mais de um ano, mas que segue engavetado.

 

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Um comentário sobre “Campanha contra os agrotóxicos completa 5 anos

  1. Prezado Senhores
    Informamos que os produtos Clorpirifós Sabero 480 EC (da Sabero) e o Record 480 EC (da Helm), ambos a base do ingrediente ativo Clorpirifós, usados como inseticida na agricultura, são produzidos, formulados e embalados na Índia e exportados em grandes quantidades (milhões de litros) para o Brasil.
    Tais produtos são formulados e embalados a partir de um Clorpirifós técnico de baixíssima concentração de ingrediente ativo (que consequentemente tem um altíssimo teor de Sulfotep). Produtos estes muitos diferentes daqueles que foram usados para geração dos estudos para efeitos de registro (Estudo de 5 Bateladas, Estudos Físico Químicos, Estudos Toxicológicos e Estudos Ecotoxicológicos).
    Como os produtos chegam ao Brasil já formulados e embalados, não há como se controlar o teor de ingrediente ativo do Clorpirifós técnico efetivamente usado nos produtos (e consequentemente não há como se controlar o teor do Sulfotep).
    As análises geradas em laboratório para comprovar o teor de ingrediente ativo e Sulfotep são feitas com amostras diferentes dos produtos realmente exportados.
    O Sulfotep (O,O,O’,O’-tetraethyl dithiopyrophosphate, CAS No. 3689-24-5) é uma impureza relevante extremamente tóxica, controlada pela ANVISA (Instrução normativa conjunta n. 2 de 20/06/2008) e pela FAO. O teor máximo de sulfotep permitido do produto técnico é de 0,3g/Kg de produto.
    Assim sendo, de acordo com a legislação vigente no Brasil se faz necessário análise dos fatos relatados para as medidas pertinentes.

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