Seminário Agrotóxicos, Impactos Socioambientais e Direitos Humanos

Este slideshow necessita de JavaScript.

O Campus Cora Coralina da Universidade Estadual de Goiás – UEG, na Cidade de Goiás, antiga capital do estado homônimo, receberá em dezembro o I Seminário Internacional e III Seminário Nacional: Agrotóxicos, Impactos Socioambientais e Direitos Humanos. A conferência de abertura será proferida pela ativista indiana Vandana Shiva e a programação conta com a participação dos abrasquianos Wanderlei Pignati; Karen Friedrich; Márcia Sarpa e Fernando Carneiro – do Grupo Temático Saúde e Ambiente da Abrasco. As fotografias do argentino Pablo Piovano que retratam o aumento exponencial de casos de malformação, aborto espontâneo e câncer, desde a implementação do uso dos glifosatos no cultivo de alimentos na Argentina há 20 anos, serão expostas na mostra fotográfica “El costo humano de los agrotoxicos”.

Esta terceira edição do Seminário Nacional: Agrotóxicos, Impactos Socioambientais e Direitos Humanos tem como objetivo geral estabelecer espaço de divulgação científica e popular em torno da temática dos agrotóxicos, assim como consolidar espaços de formação e articulação (nacional e internacional) sobre os direitos humanos no que se relacionam à questão dos impactos socioambientais gerados por estes produtos e pelo modelo de desenvolvimento que os sustentam.

Confira aqui a programação do Seminário Agrotóxicos, Impactos Socioambientais e Direitos Humanos,

Na noite da segunda-feira 10 de dezembro, o Teatro São Joaquim receberá Vandana Shiva. Filósofa e ecoativista, Doutora em filosofia e ativista pelo meio ambiente indiana, Vandana é fundadora da Navdanya, ONG que promove a biodiversidade de sementes, as plantações orgânicas e os direitos de agricultores. Dentre as inúmeras honrarias internacionais que já recebeu está o Right Livelihood Award (chamada de Prêmio Nobel Alternativo) e sua participação no Top 100 mulheres ativistas, do jornal britânico The Guardian. Reconhecida internacionalmente como figura de destaque no movimento antiglobalização, Vandana Shiva tem se envolvido com atividades pela preservação das florestas da Índia e programas sobre biodiversidade. Ela é uma das líderes e membro da diretoria do Fórum Internacional sobre Globalização, uma importante figura do movimento de solidariedade global conhecido como o movimento alter-globalização.

O atual paradigma produtivo hegemônico no campo brasileiro foi consolidado, em especial, a partir da implantação do pacote tecnológico da Revolução Verde nos 1960. Esse modelo de desenvolvimento para o campo se baseou na mecanização, na pesquisa genética e no uso intensivo de fertilizantes e agrotóxicos.

Embora tenha elevado a produtividade de grãos no país, este paradigma elevou os impactos socioambientais, impactando tanto a natureza (contaminação de rios, vegetação, ar, animais) quanto as pessoas (intoxicação de trabalhadores, elevação de casos de câncer, contaminação por via alimentar). Enquanto o investimento em pesquisa de produtos agrotóxicos cresceu progressivamente, o mesmo não aconteceu com a pesquisa em torno dos impactos dos agrotóxicos para a saúde e o ambiente natural. Este cenário gera violações cotidianas aos direitos humanos de trabalhadores do campo e da indústria agroquímica, trabalhadores da saúde, além dos próprios consumidores que consomem alimentos e água contaminados.

Uma leitura mais aprofundada pode ser realizada no Dossiê Abrasco, produto com o qual os organizadores do evento proposto contribuíram. No sentido de debater estas questões e construir processos científicos para discussão dos impactos dos agrotóxicos, foi realizado em 2014 o “I Seminário Nacional: Agrotóxicos, Impactos Socioambientais e Direitos Humanos”. Neste primeiro evento, que resultou na publicação Agrotóxicos: violações socioambientais e direitos humanos no Brasil, foram estabelecidas parcerias científicas importantes para a discussão da temática.

O evento será constituído por conferências, mesas redondas, espaços de diálogo e grupos de trabalho, estabelecendo relações sólidas e construindo caminhos a partir das pesquisas apresentadas. Esperamos contribuir com o desenvolvimento científico e popular da temática, fortalecendo também a inserção e/ou fortalecimento dos saberes populares neste debate. Os Espaços de Diálogo serão momentos para apresentação de trabalhos a serem enviados livremente pelos participantes, enquanto os Grupos de Trabalho serão espaços para debate e articulação em torno da questão dos agrotóxicos e da resistência popular ao modelo de desenvolvimento baseado nestes produtos .

Informações:
www.gwata.ueg.br
gwataueg@hotmail.com

Comments

comments

Deixe uma resposta