Acadêmicos e sociedades científicas abraçam a campanha #FicaMCTI


Iniciada pela Associação de Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Adufrj), a campanha #FicaMCTI visa a mostrar à sociedade a necessidade de valorização da Ciência, tecnologia e inovação como uma política de Estado, que não pode ser apequenada num discurso administrativo de reforma do Estado brasileiro. Diversas lideranças das mais variadas áreas do conhecimento aderiram à campanha. Docentes e estudantes de universidades também realizaram atos públicos, como a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que realizou na tarde desta quarta-feira, dia 08, o seu protesto.

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Academia Brasileira de Ciências (ABC) reuniram na tarde desta quarta-feira, 08 de junho, entidades e associações científicas para ouvir Gilberto Kassab, nomeado como ministro interino, e saber dos rumos incertos das políticas do antigo ministério. Kassab defendeu a fusão e mostrou-se pouco afeito às sugestões e falas das diversas lideranças acadêmicas e científicas presentes ao encontro, realizado em São Paulo. O máximo que disse é que a recomposição final das pastas e secretarias da fusão dos ministérios será apresentada em até um mês.  Em 11 de maio, ambas as sociedades já haviam encaminhado uma carta ao governo interino criticando a decisão.

A Abrasco esteve presente, representada por Mario Scheffer (DMP/FM/USP), vice-presidente, e Maria Amélia Veras (FCMSCSP), coordenadora da Comissão de Epidemiologia (CE/Abrasco). “A justificativa da economia [para a fusão] parece inexpressiva, e a existência significa a continuidade de uma política de estado em Ciência e Tecnologia. Em nome da Abrasco, coloco o posicionamento da nossa entidade, comungado por inúmeras outras entidades aqui presentes, de colocar-se contrária à fusão. A Abrasco e o campo da Saúde Coletiva defendem o Sistema Único de Saúde; e o SUS só avançou porque temos pesquisas em áreas estratégias, com desenvolvimento de vacinas, medicamentos, insumos, num sistema de saúde voltado para as necessidades da população e que só terá continuidade se tivermos a ciência e tecnologia como prioridade”, disse Scheffer.  Assista na íntegra.

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