Oficina da Comissão da Verdade da Reforma Sanitária no VI CBCSHS


Desde sua criação, em 2011, a Comissão Nacional da Verdade vem articulando comissões locais para o trabalho de apurar  violações de Direitos Humanos ocorridas durante a ditadura no Brasil. Ao longo destes anos, se intensificou o trabalho de ouvir os relatos para saber da história de muitos brasileiros vítimas de prisões, torturas e mortes que contrariavam o respeito aos direitos humanos e a constituição de uma cultura democrática no país.

Assim também pretende ser a Comissão da Verdade da Reforma Sanitária (CVRF), criada para investigar as violações de direitos humanos praticados por agentes do estado (1964 – 1985) contra trabalhadores da saúde e, revelar assim, as ações que marcaram este período histórico, tentando minimizar a guerra de versões sobre os fatos dessa época.

Durante a VI CBCSHS, uma Oficina reuniu os membros da CVRF para antes do lançamento oficial, marcado para este sábado, 16 de novembro, às 08h30, na UERJ. Segundo Marcel Pedroso – Pesquisador em Saúde Pública do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT), o trabalho da CVRF será feito num eixo de 3 grandes grupos de atividades ‘o primeiro é o Sistema de Informação, que vai capturar os relatos sobre a violação de direitos humanos na época da ditadura, depois esse material vai ser tratado, é o que chamamos de qualificação do relato, por outros grupos de trabalho que farão a análise do material. Temos a outra frente, a Rede Democrática e Solidária de Colaboradores que vai fazer o clipping destas notícias, usando uma ferramenta da BIREME – Biblioteca Virtual em Saúde da Fiocruz, para reunir informação atual para a Comissão. E por fim, o Observatório Repressão, Saúde e Trabalho, composto pelos jornalistas da Abrasco e outras instituições, que vão divulgar toda esta informação’ explica Marcel.

Para Anamaria Tambelinni, presidente da CVRF, a contribuição da Abrasco vai precisar do apoio fundamental dos associados ‘propomos uma organização nos moldes da experiência exitosa  realizada na elaboração de Dossiê dos Agrotóxicos, onde foram mobilizados GT’s, Fóruns e Comissões, bem como, os estudantes de nosso campo’ lembra Anamaria.

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