Graduação em Saúde Coletiva em debate e ação

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Com duas sessões específicas para a discussão, o 7º Simpósio Brasileiro de Vigilância Sanitária – Simbravisa – foi um lugar privilegiado para o debate sobre os caminhos da graduação em Saúde Coletiva, suas competências e qualidades. Parte do debate foi prosseguido na reunião virtual do Fórum de Graduação em Saúde Coletiva (FGSC), realizada em 06 de dezembro.

Durante o evento em Salvador, o debate da graduação esteve presente numa roda de conversa, celebrada na terça-feira, 29 de novembro, e num painel, no dia seguinte, (30), com apresentações dos cursos de Saúde Coletiva do campus Ceilândia da Universidade de Brasília (UnB); da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP) e do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA). Em ambas as sessões, docentes, egressos e alunos apresentaram perfis de curso, expuseram visões sobre a distribuições das ênfases e competências.

Atualmente, são 21 os cursos de graduação relacionados ao universo da Saúde Coletiva, mesmo que com ênfases e nomenclaturas variadas. Para Silvia Badin, professora da UnB, formar sanitaristas no atual contexto é fortalecer um projeto de resistência a favor do SUS. A professora, especialista em Direito Sanitário, acredita ser necessário o processo de revisão nos currículos para atualizar e dar mais espaço ao debate da visa.

Na USP, tanto a professora Maria Cristina Marques como o egresso Fausto Soriano destacaram que o curso da FSP trabalha com sete eixos e que a Vigilância atravessa a formação, mas que ainda sim deveria ter uma maior profundidade, devido à complexidade política, jurídica e técnica.

Em que pese o recorrente desconhecimento do trabalho e do papel do sanitarista, Andreia Lais, egressa da graduação do ISC/UFBA, destaca a importância dos graduados em Saúde Coletiva valorizarem seu fazer e formação. Andreia Laura também é da mesma opinião e já percebe, no dia a dia, o valor da formação. “Muitos, como meu pai, não entendem e pensam em um profissional técnico, mas sem preocupação do que necessita a sociedade”, comentou a aluna, que junto com a irmã, cursa a graduação e estagia da Divisa, da Sesab.

Para Ana Souto, professora do ISC/UFBA,cabe aos currículos evidenciarem a importância da parceria academia e serviço. Na apresentação do currículo do ISC/UFBA, a temática da visa compõe quatro disciplinas e as práticas integradas, ao final do curso. No encerramento da atividade, Liliana Santos, integrante da coordenação do FGSC, o evento foi uma oportunidade de pensar a graduação a partir do debate da Visa e para além desta temática, discutindo as competências e habilidades necessárias aos sanitaristas graduados nos dias atuais”.

Fórum de Graduação em Saúde Coletiva tem sua última reunião de 2016: A última reunião de 2016 do Fórum de Graduação em Saúde Coletiva contou com a interação sobre dois pontos de pauta que desencadearão uma série de ações para o fortalecimento das(os) sanitaristas nos próximos anos. Houve grande participação de professores, estudantes e egressos.

A primeira delas foi a confirmação pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) da audiência pública que tratará das Diretrizes Nacionais Curriculares (DCN) do bacharelado em Saúde Coletiva. Ela ocorrerá no dia 27 de janeiro de 2017 a partir das 9h na sede do CNE em Brasília. Os participantes do fórum comemoraram a possibilidade do avanço da aprovação das DCN e organizaram estratégias para mobilização de docentes, estudantes, egressos e entusiastas da profissão.

A segunda pauta tratou de aprovar o interesse do FGSC em promover atividades e participar do 3º Congresso Brasileiro de Política, Planejamento e Gestão em Saúde, a ser realizado nos primeiros dias de maio de 2017, em Natal, capital do Rio Grande do Norte. O grupo destacou a importância de atividades que antecedem o evento mas, também, a garantia de outros espaços durante o congresso, permitindo de modo criativo que as(os) sanitaristas tenham mais espaço para seu reconhecimento no universo formativo e também no mundo do trabalho, situação que depende da interlocução e participação de todas e todos.

O coordenador científico do evento, Alcides Miranda, já havia recebido a solicitação por parte dos professores do Fórum e tem demonstrado receptividade e entusiasmo com o interesse do coletivo.

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