Diretoria da ABRASCO é recebida pelo presidente do CNPq


A diretoria da ABRASCO foi recebida em audiência pelo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, na quinta, 01 de dezembro, em Brasília. O presidente da ABRASCO, Luiz Augusto Facchini, os vice-presidentes, Lígia Bahia e Luis Eugênio Portela, e a Conselheira, Mariângela Cherchiglia, apresentaram, inicialmente, um informe sobre as recentes mudanças na Associação, como a mudança do nome e a incorporação dos cursos de graduação. O presidente do CNPq saudou as iniciativas, lembrando que sua área profissional, a biotecnologia molecular, também criou o seu curso de graduação depois da consolidação da sua pós-graduação. A seguir, discutiu-se a pauta definida no 1º Fórum de Avaliação da Produção Científica da Saúde Coletiva, realizado em São Paulo, no dia 12 de novembro: a mudança na taxonomia das subáreas de Saúde Coletiva na “árvore de conhecimento” do CNPq, a ampliação do número de bolsas de produtividade, o apoio às revistas científicas de Saúde Coletiva e a participação de representantes da SC no Conselho Deliberativo do CNPq.

Quanto à taxonomia das subáreas, a proposta da ABRASCO é que seja feita a mudança para: Epidemiologia; Política, Planejamento e Gestão da Saúde; e Ciências Sociais e Humanas em Saúde. A sugestão foi bem recebida pelo Prof. Oliva, que se comprometeu a apresentá-la ao Conselho Deliberativo, afirmando que, se há consenso na área, é possível aprová-la sem dificuldade.

No que se refere ao aumento do número de bolsas de produtividade, o presidente do CNPq relatou a dificuldade de conseguir mais recursos para bolsas em geral. Como alternativa, sugeriu que a ABRASCO apresentasse um projeto específico de fortalecimento da Saúde Coletiva, considerando a contribuição da área para a ciência e o desenvolvimento nacional. Desse projeto deveriam constar propostas de expansão e consolidação das atividades de formação de pessoal, pesquisa, inovação e popularização da ciência. Nesse sentido, as bolsas de produtividade poderiam ser uma das estratégias de viabilização das propostas.

No que tange às revistas científicas, Oliva informou que o orçamento de que dispõe (R$ 6 milhões), dado o universo de 300 revistas apoiadas, não permite ações mais fortes de apoio. Acrescentou, contudo, que o CNPq está trabalhando, juntamente com a Capes, em uma estratégia de selecionar poucas revistas por área do conhecimento para receber um apoio substancial. Essa estratégia contemplaria ainda a criação de fóruns de editores, que favorecessem a troca de experiências visando à qualificação científica de todas as revistas.

Por fim, quanto à participação de um pesquisador da Saúde Coletiva no Conselho Deliberativo (CD) do CNPq, Oliva informou que os representantes da comunidade científica são sugeridos pela SBPC e, posteriormente, nomeados pelo Ministro da Ciência e Tecnologia. No momento, existe uma vaga em aberto devido ao deslocamento do prof. Manoel Barral (Fiocruz-Bahia), que passou a ser diretor do CNPq. Neste sentido, a diretoria da ABRASCO vai contatar a SBPC.

Durante a longa audiência, o presidente do CNPq comentou também as modificações que está conduzindo no Currículo Lattes, com o objetivo de melhorar o registro de atividades dos pesquisadores relativas à inovação e à popularização da ciência. Na oportunidade manifestou também também seu desejo de aprimorar o formato e o funcionamento dos Comitês Assessores e de modificar os processos de editais (universal, produtividade, apoio a projetos, iniciação científica), para torná-los mais articulados. Sobre este último ponto, o prof. Oliva concordou que a apresentação de um projeto para as solicitações de bolsa de produtividade não faz muito sentido.

A Diretoria da ABRASCO avaliou que o encontro com o presidente do CNPq representa o esforço de cumprir uma das principais propostas da atual gestão: a articulação com os órgãos de fomento à pesquisa com o objetivo de valorizar a produção acadêmica da área. “A reunião foi muito cordial e produtiva. A ABRASCO está honrada com a pronta resposta do Prof. Glaucius Oliva à nossa solicitação de audiência e com a ótima acolhida a nossas solicitações e propostas. Na reunião perdurou um diálogo qualificado sobre os desafios da ciência brasileira e as contribuições da Saúde Coletiva para o desenvolvimento do país e a superação dos contrastes entre situação econômica e de saúde. É preciso saudar essa oportunidade. Abriram-se interessantes perspectivas de fortalecimento institucional do campo da Saúde Coletiva no cenário da ciência brasileira”, concluiu o presidente da ABRASCO, Luiz Augusto Facchini.

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