CNS debate a saúde da mulher e da população em situação de rua


A saúde da mulher nos 25 anos do Sistema Único de Saúde (SUS) foi um dos temas da Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde (CNS). O assunto faz parte, também, das celebrações do Dia Internacional da Mulher.  A Abrasco participou com a presença de seu presidente, Luis Eugenio de Souza,e  ainda estiveram presentes a deputada federal (PT-DF), Érika Kokay, que representou a coordenadora da Bancada Feminina do Congresso Nacional, a deputada Jô Moraes (PcdoB-MG),  a presidenta do CNS, Maria do Socorro de Souza, o chefe do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (Dapes) do Ministério da Saúde, Dário Pasche; a coordenadora da Área Técnica de Saúde da Mulher, Maria Esther Vilela; além da conselheira e representante da Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, Maria do Espírito Santo.

 Para o presidente da Abrasco, “a apresentação feita pela área técnica da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde resgatou a ideia da integralidade da atenção na saúde. No tema da saúde da população em situação de rua, Maria Lúcia mostrou que o grupo em discussão são seres humanos que precisam da atenção da saúde de modo articulado com outros setores”, reforçou Luis Eugenio.

A presidenta do CNS, Maria do Socorro de Souza, disse que a saúde tem papel importante para o futuro de uma sociedade mais igualitária. “A agenda da Saúde da Mulher não é apenas das mulheres, mas da sociedade”, afirmou.  A presidenta falou, também, sobre os 20 anos dos avanços da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD) das Nações Unidas, que ocorreu em 1994, em Cairo, Egito (considerada um marco histórico, sendo o primeiro encontro global no qual todos os aspectos da vida humana foram abordados de forma abrangente).

 Ao final, ela propôs uma reunião com a Bancada feminina do Congresso Nacional para discutir estratégias de sensibilização e convencimento para assegurar a aprovação, ainda neste ano, das principais propostas voltadas para o segmento feminino.

Saúde da população em situação de rua

 O Conselho Nacional de Saúde trouxe como pauta a atenção à saúde da população em situação de rua. Maria Lúcia Santos, Coordenadora Nacional do Movimento da População de Rua, apresentou ações realizadas pelo movimento, como a capacitação profissional e política de pessoas em situação de rua, ações essas que empoderam os indivíduos e permitem que eles sejam sujeitos ativos no debate sobre seus direitos. Lúcia protestou: “Não somos contabilizados pelo censo, logo, não existimos na perspectiva do governo. Se não existimos, não somos inseridos nas políticas públicas. O Movimento da População de Rua vem pedir um comprometimento com essa causa, pois a implementação da política para a população em situação de rua significa para nós a diferença entre a vida e a morte”.

 No debate, conselheiros e conselheiras nacionais de saúde chamaram atenção para a transversalidade do tema e sugeriram aproximação das demandas da população em situação de rua com outras causas, como atenção à saúde mental, DST/AIDS e saúde integral de travestis e transexuais. Foi enfatizada a necessidade de capacitação de profissionais para atendimento à população em situação de rua, permitindo um tratamento humanizado, que reconheça as especificidades desse segmento populacional e cesse casos de impedimento de acesso aos serviços públicos de saúde. Na discussão, também foi ressaltada a necessidade de respeito ao direito de estar na rua, não minimizando a questão a tentativas de normatização, mas pensando no acesso à saúde a partir da aceitação e compreensão das diferenças.

ACESSE AQUI O MATERIAL APRESENTADO NA REUNIÃO

Apresentação das Ações do Ministério da Saúde na Promoção da Saúde da População em Situação de Rua

Saúde das Mulheres nos 25 anos de SUS

Apresentação do Movimento nacional da população de rua 

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