Bresser-Pereira discute conjuntura nacional em entrevista


Num cenário de forte apreciação cambial, insatisfação política e de economia dependente da exportação de commodities, quais caminhos se abrem na conjuntura brasileira para retomar o crescimento social e econômico com soberania e independência? Deslindar cenários e análises será o centro da participação de Luiz Carlos Bresser-Pereira, economista e professor da FGV-EASP, do seminário A Gestão da Saúde no Brasil, organizado pela Abrasco e pelo Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP/GVsaúde), que será realizado entre os dias 11 e 12 de março, em São Paulo.

No último domingo, 1º de março, Bresser-Pereira concedeu entrevista ao jornal Folha de S.Paulo sobre o atual cenário político e econômico nacional, refletindo considerações que trabalha no seu  recém-lançado livro A Construção Política do Brasil e que irá abordar na conferência magna Democracia, Estado Social e reforma gerencial: o Brasil está avançando?

O ex-ministro dos governos Sarney e FHC discute o cenário atual à luz do novo desenvolvimentismo, teoria que desenvolve há mais de 15 anos e que define a constância e o equilíbrio de cinco fatores econômicos (taxas de lucro, de juros, de salários, de câmbio e inflação) como primordiais para o crescimento econômico e incremento social a longo prazo.

Para Bresser-Pereira, a economia brasileira voltou à situação dos últimos 35 anos, vivendo uma semi-estagnação e como resultado, níveis de crescimento baixíssimos. “No governo do PT houve o boom das commodities, o crescimento dobrou. Lula teve o grande mérito de fazer distribuição de renda com êxito e foi muito bom. Mas Lula deixou para Dilma uma taxa de câmbio absolutamente apreciada. E ela não conseguiu sair dessa armadilha de câmbio altamente valorizado e juro alto”, diz o economista.

Segundo o economista, um novo pacto entre o empresariado nacional, os trabalhadores e a classe média baixa em oposição aos grandes rentistas do capital financeiro e às empresas multinacionais -que fazem de seus parques instalados no Brasil verdadeiras maquiladoras, interessadas unicamente em produzir produtos de baixa densidade tecnológica e remeter vultosos lucros ao exterior –é a única possibilidade de retomar o caminho do crescimento com estabilidade política. Leia a entrevista na íntegra e inscreva-se no seminário.

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