Abrasco participa do 15º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade

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A 15ª edição do Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade foi realizada em Cuiabá, com participação de Gulnar Azevedo e Silva, na mesa-redonda Mestrado e doutorado em APS/SF no Brasil: onde estamos e pra onde caminhamos?, realizada dia 12 de julho.

Coordenada por André Ferreira Lopes, supervisor do Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade da SMS-Rio e Diretor de Graduação e Pós-Graduação Strictu Sensu da SBMFC, a mesa-redonda contou com as seguintes apresentações: Caminhos para o desenvolvimento da pesquisa na medicina de família e comunidade, por Thiago Gomes da Trindade, presidente da SBMFC nas gestões 2014-2016 e 2016-2018 e professor de medicina Universidade Federal do Rio Grande do Norte; Mestrado e Doutorado: perspectivas brasileiras de pesquisa em APS por Claunara Schilling Mendonça, Professora Adjunta de Medicina de Família no Departamento de Medicina Social da UFRGS e Docente do Mestrado Profissional em Avaliação e Produção de Tecnologias para o SUS do Grupo Hospitalar Conceição e membro do Comitê Coordenador da Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde da Abrasco. Gulnar encerrou a mesa com o tema A formação em saúde coletiva para os profissionais que atuam na APS.

“A professora Gulnar abordou o panorama geral dos programas de mestrado e doutorado voltados à Atenção Primária e apontou os desafios frente ao cenário complexo de corte nos financiamentos de bolsas e de pesquisas no Brasil. Nesse sentido, durante a mesa, foi discutida a importância de se estreitar os laços de entidades como a SBMFC e Abrasco e outras que produzem conhecimento na área da Atenção Primária no Brasil, para buscar caminhos de fortalecimento para estratégias propositivas dessas entidades em conjunto. No mesa, ficou a proposta dos diretores das entidades construírem agendas propositivas para buscar saídas para ampliação, expansão e manutenção dos programas de pós-graduação”, declara Thiago Trindade.

Sobre a importância de se debater o tema, André Ferreira Lopes reforça que temos hoje aproximadamente 5000 médicas e médicos de família e comunidade atuando nas esferas da assistência, docência e gestão acadêmica e de serviços de APS, sejam públicos ou privados, muitos já mestres e doutores (748 mestres, 170 doutores). “Também já existe produção científica consistente oriunda destas esferas de atuação e internacionalmente o Brasil cada vez mais se destaca em pesquisa na área da APS (saúde da família) e saúde coletiva. Apesar disso a SBMFC continua fomentando a pesquisa em APS em todos eventos científicos da área e vem pleiteando junto a capes a criação da área de conhecimento em MFC, entendo haver especificidades desta área de pesquisa que merecem um recorte particular”.

O CBMFC 2019 contou com a participação de 2550 congressistas, 250 palestrantes nacionais e internacionais. A próxima edição do evento será 2021, na cidade de Vitória, Espírito Santo, junto a VII Conferência Iberoamericana de Medicina Família, que será realizada pela primeira vez no Brasil.

Durante o 15º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade, a reunião da Associação de Medicina de Família e Comunidade – AMFaC foi um espaço de discussão sobre o cenário atual da APS do município do Rio de Janeiro. Desse debate, foi redigida a CARTA MANIFESTO DAS MÉDICAS E MÉDICOS DE FAMÍLIA E COMUNIDADE DO MUNICIPIO DO RIO DE JANEIRO, confira aqui. 

 

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