Abrasco envia carta ao CNPq sobre rumores de cortes em bolsas


A Abrasco enviou na manhã da quarta-feira dia 19, uma carta ao presidente interino do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Marcelo Morales, para manifestar sua preocupação com os rumores sobre possíveis cortes de 30% em bolsas e auxílios financiados pelo CNPq, que foram desmentidos após repercussão em redes sociais.

Nesta semana, os membros dos Comitês Assessores do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ao chegarem em Brasília, para realizar o julgamento dos processos referentes à demanda de Produtividade em Pesquisa, foram surpreendidos pela informação de que o CNPq poderia aplicar um corte de 20 a 30% das bolsas ativas nesta rodada, caso persistam os cortes orçamentários aos quais o CNPq vem sendo submetido – a bolsa de Produtividade em Pesquisa é de importância estratégica para a manutenção de condições mínimas de sobrevivência da pesquisa científica nacional.  Diante da notícia, várias entidades manifestaram posição contrária aos possíveis cortes de bolsas de Produtividade e aproveitaram o movimento para reafirmar a necessidade da plena recomposição das bolsas de Iniciação Científica, assim como a regularização do pagamento dos Editais Universais já aprovados. Neste sentido, a Abrasco enviou ao professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Marcelo Marcos Morales, Presidente interino do CNPq, a seguinte Carta Aberta:

A comunidade acadêmica da Saúde Coletiva brasileira associa-se à manifestação de numerosas entidades congêneres, em seu veemente repúdio à possibilidade de corte de bolsas de produtividade em pesquisa (PQ) vigentes no âmbito do CNPq.

Fomos informados que Comitês Assessores dessa agência, reunidos em Brasília, receberam orientação de efetuar cortes de 20-30% nas bolsas PQ.

Tal possibilidade assusta-nos, porque viria em sequencia, por exemplo, a cortes nas bolsas de Iniciação Científica e, no âmbito da Chamada Universal, de ausência de repasses previstos via Edital 2014, suspensão do Edital 2015, e não divulgação de resultados do Edital 2016.

Se concretizado, portanto, tal corte representaria um novo atentado ao já combalido Sistema Nacional de C&TI e a seus pesquisadores.

Associação Brasileira de Saúde Coletiva

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