Abrasco encaminha carta-compromisso com a saúde a candidatos

Entendendo a importância do debate para as eleições de 2018 foi elaborada uma Carta de Compromisso da Abrasco para os próximos governantes e parlamentares, com 10 pontos que consideramos essenciais para assegurar o direito à Saúde de todos os brasileiros. O documento foi enviado aos 13 candidatos à Presidência da República, solicitando o seu compromisso em atuar, durante o mandato, em prol da causa. Ainda antes das eleições do primeiro turno recebemos resposta dos seguintes candidatos:

Fernando Haddad (PT)
Guilherme Boulos (PSOL)
Marina Silva (Rede)
Vera Lúcia (PSTU)

Os demais candidatos não retornaram:

Álvaro Dias (Podemos)
Cabo Daciolo (Patriota)
Ciro Gomes (PDT)
Eymael (DC)
Geraldo Alckmin (PSDB)
Henrique Meirelles (MDB)
Jair Bolsonaro (PSL)
João Amoêdo (Novo)
João Goulart Filho (PPL)

Para o segundo turno destas Eleições, enviamos novamente a nossa Carta Compromisso para a Saúde para os dois candidatos que estão em disputa no segundo turno: Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Até o momento tivemos retorno apenas do canditado Haddad que nos enviou uma carta assinada se comprometendo com os nossos 10 pontos e afirmando concordar que eles representam uma agenda fundamental para a melhoria da Saúde no Brasil. Para nós essas propostas devem ser encaradas como os desafios prioritários para os próximos presidente e parlamento eleitos.

Veja a seguir os dez pontos previstos na carta-compromisso enviada aos candidatos. A íntegra do documento está disponível neste link.

1. Acabar com o teto de gastos em educação e saúde;

2. Ampliar o investimento no Sistema Único de Saúde com prioridade para as regiões com vazios assistenciais;

3. Qualificar e ampliar a cobertura da Estratégia de Saúde da Família (a Atenção Primária) e garantir o acesso a serviços de apoio diagnóstico e terapêutico, às urgências e à atenção hospitalar de qualidade;

4. Fortalecer a assistência farmacêutica do SUS, aí incluído o programa Aqui tem Farmácia Popular;

5. Fortalecer as regiões de saúde com responsabilidade pela gestão, regulação e coordenação das redes de atenção;

6. Construir uma política de pessoal integrada entre União, estados e municípios que contemple formação, plano de carreiras e definição de responsabilidades sanitárias;

7. Articular as políticas de saúde e ciência, tecnologia e inovação no sentido de assegurar a sustentabilidade do SUS e incentivar o desenvolvimento social;

8. Assegurar saneamento básico universal, com abastecimento de água, tratamento de esgoto e coleta de lixo para todos;

9. Reformular o modelo de gestão do SUS, com ênfase na qualidade e equidade da atenção, com mecanismos efetivos de avaliação e controle social;

10. Acabar com os subsídios ao setor privado de saúde e tornar a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS independente das operadoras de planos.

 

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