Abertura destaca diversidade e papel da Vigilância Sanitária como indutora de desenvolvimento


A cerimônia foi marcada pela diversidade cultural e regional brasileira e pela compreensão do papel da visa como elemento de desenvolvimento e inclusão. O número de pessoas esteve presente desde a recepção com a apresentação do grupo de folclore internacional Os Gaúchos, que trouxeram diversas músicas e danças do cancioneiro nacional, do coco à ciranda, do fandango ao xaxado. A variedade de culturas do país seguiu dentro do teatro na participação da Camerata Porto Alegre. Versões instrumentais de músicas como Aquarela do Brasil e Carinhoso foram acompanhadas de imagens das ações da Vigilância Sanitária dos profissionais gaúchos e de outros estados intercaladas com fotos dos principais pontos turísticos nacionais.

 
Após a composição da mesa, a fala de abertura do coordenador do GTVISA Geraldo Lucchese (à esquerda) destacou o papel que a Visa tem no contexto do desenvolvimento das nações. “temos o dever de pensar em que medida a Vigilância Sanitária contribui para a reprodução e até ampliação dessa desigualdade”.  Confira aqui a íntegra do discurso de Lucchese.

 

Na sequência, os representantes da saúde locais deram as boas-vindas aos presentes. Sirlei Famer, chefe da divisão da Vigilância Sanitária, e Laura Cruz, diretora do Centro Estadual da Saúde, destacaram as incessantes ações dos profissionais gaúchos nas atividades locais, além de convidar a todos a aproveitarem as maravilhas naturais e gastronômicas da região. José Carlos Sangiovanni, coordenador da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde Porto Alegre, ressaltou o avanço das ações da vigilância na capital gaúcha em 17 anos da sua municipalização, que saiu de alguns funcionários para mais de 300 profissionais.

 

Valcler Rangel Fernandes, vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fundação Oswaldo Cruz registrou a importância dos debates dos processos de produção e consumo da sociedade contemporânea na agenda pós-2015 e que só é possível um efetivo trabalho de proteção à saúde sem ameaças a seus profissionais. “Esses absurdos devem ser enfrentados com a construção de uma carreira da Vigilância dentro do Sistema Único de Saúde”.

 

Christopher Rerat saudou os presentes em nome da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). “O Simbravisa oferece a oportunidade de estabelecer pontes entre distintas agendas, setores e competências que convergem a favor da saúde pública brasileira, além de ampliar a dimensão política do trabalho da Visa
no país”. Logo depois, foi a vez de Dirceu Barbano (à esquerda), presidente da Anvisa. “Não podemos nos afastar da visão de que a Vigilância Sanitária talvez seja das entregas mais generosas que esse Sistema de Saúde que nós lutamos e estamos construindo aqui no Brasil oferece a todos nós”. Relacionou ainda a Visa com as ações do programa Mais Médicos. “Muitos dos municípios que passaram e passam ainda com falta de médicos têm profissionais de Vigilância Sanitária cuidando de fazer, na medida do possível, o trabalho de preservação e proteção e avaliação dos riscos relacionados à saúde dos brasileiros”.

 

Luis Eugenio de Souza (à direita), presidente da Abrasco, fez a fala final da cerimônia. “Se o Brasil e a América Latina estão crescendo do ponto de vista econômico, não somos ainda uma região desenvolvida. Se pudéssemos escolher um indicador do desenvolvimento social, poderíamos escolher uma Vigilância Sanitária atuante,
com independência e autonomia, guiada única e exclusivamente pelo interesse da proteção da saúde de seus cidadãos, efetivamente atuando em todo o território nacional e continente”.

 

Homenagem

 

Antes de passar para Paulo Buss, conferencista da abertura, Maria Cecília Brito, da diretoria da Anvisa, fez uma homenagem a Maria Luiza e Kleber Henrique, funcionários da vigilância sanitária do estado do Tocantins recentemente falecidos. Maria Cecília frisou a amizade e a troca de ideias franca com os dois colegas.

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