A Abrasco advoga pelo princípio da precaução acerca dos transgênicos


Na última quinta-feira, dia 5 de março, ocorreu a 180º Reunião Ordinária da Comissão Nacional Técnica de Biossegurança (CTNBio), que debateu a aprovação de três novas liberações comerciais de transgênicos: eucalipto e de milho resistente aos venenos 2,4-D e do veneno Haloxifope.

Os resultados dessas deliberações ainda não foram divulgadas, mas a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) se antecipa e afirma ser contra a mais liberações de produção de transgênicos tomando como base o princípio da precaução. Como uma associação científica dedicada à defesa da vida humana e do meio ambiente em sua integralidade, achamos por bem ressaltar que não se pode ignorar a saúde da população em favor de interesses comerciais.

O eucalipto ameaça a já extremamente grave situação de deficiência hídrica, como lavoura e como planta industrial de alta demanda e extremamente poluente dos recursos hídricos. Além disso, este eucalipto não produz madeira de qualidade e anulará a possibilidade de renda importante para milhares de agricultores produtores de mel orgânico.

Ademais, se aprovado, conferirá direitos de propriedade sobre clones naturalmente mais produtivos, que não necessitam do transgene para apresentar os ganhos de produtividade alardeados pela empresa. Este milho abre as portas para o cultivo de outras monoculturas tolerantes ao 2,4 D, proibido em diversos países. Lembramos que o Ministério Público Federal já pediu o banimento do 2,4-D. Sugerimos a leitura do Manifesto Contra o Eucalipto Transgênico e um parecer sobre o 2,4-D elaborado pela Fiocruz.

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