40% dos brasileiros têm doença crônica não transmissível, diz IBGE


Pesquisa inédita do IBGE revela ainda que a hipertensão atinge a maior parte deles e que menos da metade das pessoas que tiveram depressão recebeu assistência médica. Mais de 57 milhões de brasileiros sofrem de ao menos uma doença crônica. Segundo uma pesquisa inédita do IBGE, 39,3% dos 146,3 milhões de adultos do país já foram diagnosticados com algum dos principais problemas de saúde não transmissíveis.

A doença que atinge a maior parte deles é a hipertensão. São 31,3 milhões de hipertensos. Em seguida, vêm os problemas de coluna, com 27 milhões de brasileiros diagnosticados, e o colesterol, com 18 milhões. A especialista em saúde pública e professora da UFRJ Ligia Bahia afirma que a atenção primária está falhando. Para ela, a pesquisa do IBGE mostra que o sistema de saúde do Brasil avançou no diagnóstico das doenças, mas ainda precisa melhorar muito no acompanhamento integral de cada caso.

“A gente precisava de um atendimento integral, permanente, sistemático, um acompanhamento para a vida inteira, pois a doença é crônica. E, aqui no Brasil, as pessoas têm dificuldades de ter acesso (ao tratamento) o tempo todo”, explica Ligia.

Além disso, chega a 11,2 milhões o número de adultos com depressão. No entanto, menos da metade (46,4%) recebeu assistência médica nos 12 meses anteriores ao levantamento, e a maioria (73,4%) alegou não ir ao médico por não estar mais deprimida. A estudante Marina, de 22 anos, tem depressão há cerca de três. Mesmo com o histórico da doença na família, ela resolveu ir ao médico somente este ano. Marina afirma que o tratamento mudou a vida dela:

“Voltei a ser o que eu era antes de entrar em crise. Os remédios realmente fizeram efeito, e a terapia me auxilia com o que os medicamentos não ajudam. Me sinto como uma pessoa normal.” A pesquisa do IBGE mostrou também que 1,8% dos adultos já receberam diagnóstico de câncer. Entre os homens, o de próstata tem a maior incidência. Já entre as mulheres, o de mama prevalece. Para ambos os sexos, o mais comum é o câncer de pele.

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