Raquel Rigotto fala ao Instituto Humanitas Unisinos


“Tem sido muito difícil constatarmos que o Estado é muito eficiente para atrair os empreendimentos, para produzir material de divulgação, mas incapaz de produzir um material de informação para os agentes comunitários de saúde, para os profissionais das Unidades Básicas e para os profissionais da vigilância”. A constatação é de Raquel Rigotto, professora titular do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), conselheira da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e membro da Rede Brasileira de Justiça Ambiental, que falou sobre suas pesquisas sobre a contaminação da água do aquífero Jandaíra e casos de má-formação congênita e mortalidade por câncer associada à contaminação por agrotóxicos na comunidade do Apodi, ambas no Ceará, em entrevista especial ao site do Instituto Humanitas Unisinos (IHU).

Raquel destacou também o papel de divulgação do conhecimento científico sobre a temática por meio do Dossiê Abrasco – um alerta sobre os impactos dos Agrotóxicos na Saúde. “Nós elaboramos um dossiê às autoridades públicas, em 2010, com os primeiros resultados da pesquisa, alertando para os problemas mais graves, que já estavam bem caracterizados e que exigiam a tomada de providências imediatas das autoridades públicas. Participamos de audiências públicas no Ministério Público, na Assembleia Legislativa do Ceará, na Câmara de Vereadores, elaboramos a divulgação dos resultados da pesquisa na forma de cordel, que é algo bastante comunicativo da cultura do Nordeste, fizemos um almanaque mais detalhado discutindo esses dados para que a população tivesse acesso a eles, e temos visto uma reposta extremamente tímida do ponto de vista das empresas e do próprio Estado”. Confira a entrevista e os vídeos na íntegra.

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