Fernando Carneiro: pulverização aérea é veneno em larga escala

Em entrevista ao programa radiofônico Brasil Rural, Fernando Carneiro, membro do grupo temático Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (GTSA/Abrasco), falou sobre os malefícios da pulverização aérea de agrotóxicos e explicou porque a técnica é altamente nociva, tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema.

“Há estudos da Embrapa que mostram que 40% [da pulverização aérea] não chega ao alvo porque o vento leva e atinge as nascentes dos rios, deslocando-se por quilômetros. Essa forma de aplicação gera uma contaminação em grande escala”.

Carneiro relembrou o acompanhamento da Abrasco nos casos de Lucas do Rio Verde (MT), onde foram encontrados traços de agrotóxicos no sangue e até no leite materno até 10 vezes maior do que a média nacional, e de Rio Verde (GO), cidade que em 2013 teve uma escola municipal atingida pela nuvem de veneno, provocando a internação de cerca de cem crianças e professores.

Ele também ressaltou o papel de estados e municípios em legislar sobre o tema, como no caso do Ceará,  e de Abelardo Luiz (SC), Cascavel (PR), Jataí (GO), entre outras.

Produzido pela EBC, o programa Brasil Rural vai ao ar pelas rádios Nacional AM Brasília; Nacional AM Rio; Nacional do Alto Solimões e Nacional da Amazônia. Ouça a entrevista completa no player abaixo.

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