Abrasco participa do Encontro Anual do Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos


12 de dezembro de 2013

 

 

A Abrasco particpou nesta quarta-feira, 11 de dezembro, do Encontro Anual do Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos, na Procuradoria Geral do Trabalho, em Brasília. Na abertura, o procurador-geral do Trabalho, Luís Camargo, destacou que é preciso uma maior articulação do poder público e da sociedade civil organizada para um maior combate ao uso indiscriminado de agrotóxicos em todo o território nacional. "O Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo, o que tem deixado à população em grande risco de contaminação".

 

 

 

Na mesa do Encontro, deputado Federal Padre João, o coordenador do Fórum Procurador Regional do Trabalho Pedro Luiz Serafim da Silva, coordenador do GT saúde e ambiente da Abrasco Fernando Carneiro, Procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes e o presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, Carlos Eduardo de Azevedo Lima

 

 

 

O encontro teve o objetivo de avaliar e planejar as próximas atividades do fórum em conjunto com autoridades e instituições ligadas ao tema. "Agradeço o apoio da Procuradoria-Geral do Trabalho não só na realização dessa reunião como também nos trabalhos do fórum ao longo do ano", disse o procurador regional do Trabalho Pedro Luiz Serafim, que é o coordenador do fórum, composto por instituições governamentais e não-governamentais e entidades da sociedade civil.

 

O deputado padre João (PT-MG) aproveitou o encontro para alertar sobre a força da bancada ruralista no Congresso Nacional, que tem conseguido barrar projetos para regulamentar o uso de agrotóxicos. "É uma luta muito grande que temos travado no Congresso, onde nossas propostas estão paradas por conta dos interesses das indústrias do agrotóxico".

 

A afirmação foi confirmada pelo Coordenador do GT Saúde e Ambiente da Abrasco, Fernando Carneiro, "Temos que mudar a pauta do Congresso Nacional para reverter essa situação", conclamou.

 

 

Após a abertura, o pesquisador Marcelo Firpo de Souza Porto, do Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Fundação Oswaldo Cruz, fez palestra sobre "Bases epistemológicas e argumentações científicas para enfrentar o avanço do uso dos agrotóxicos e transgênicos no Brasil". O professor disse que o Brasil e os países da América Latina seguem a política de investir no agronegócio como modelo de desenvolvimento hegemônico. "Estamos sendo provedor de commodities rurais e metálicas com forte degradação ambiental e exploração do trabalho", ressaltou acrescentando que governos e empresários desprezam a precaução e a prevenção dos problemas.

O Fórum foi instituído em 2009 com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os prejuízos dos pesticidas e intervir em situações que ponham em risco a saúde do trabalhador, do consumidor, da natureza e do meio ambiente de trabalho. Além do MPT e Abrasco, outras 16 instituições participam do grupo, como o Ministério Público Federal (MPF); o Ministério da Saúde, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Associação Brasileira do Ministério Público do Meio Ambiente (Abrampa). A Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJ), a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do Brasil (Fetraf-Brasil) e a Rede de Ação em Agrotóxicos e suas Alternativas para a América Latina também participam do fórum.

 

(Com informações da Procuradoria Geral do Trabalho)

 

 

 

 

Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa e o II Simpósio Brasileiro de Saúde e Ambiente

 

 

 

Durante a realização do Encontro, o presidente da Abrasco Luis Eugenio Souza e o coordenador do GT Saúde e Ambiente, Fernando Carneiro se reuniram com o secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro para apresentar oficialmente o 2º Simpósio Brasileiro de Saúde e Ambiente (2º SIBSA), que acontecerá ano que vem em Minas Gerais, sob o eixo temático "Desenvolvimento e conflitos territoriais: Ciência e movimentos sociais para a justiça ambiental nas políticas públicas".

 

Além de Luis Eugenio, Odorico Monteiro e Fernando Carneiro, participaram também da reunião André Luiz Bonifácio de Carvalho – Diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação da Gestão do SUS e ainda Christiane Santos Matos – Consultora Naciona da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial de Saúde – OPAS/OMS.

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