Departamento de Saúde Coletiva é aprovado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Na UFRGS, a mandala humana é o símbolo da Saúde Coletiva

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) caminha para a inauguração do seu Departamento de Saúde Coletiva (DSC/UFRGS). A decisão foi tomada no âmbito do Conselho de Unidade da Escola de  Enfermagem , departamento que ainda abriga a Saúde Coletiva no órgão, e já foi aprovada também pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE/UFRGS). A última etapa para a consolidação do DSC/UFRGS é a aprovação no Conselho Universitário da Instituição, já encaminhada à pauta do órgão.

O campo, entretanto, não é novo na universidade.  O bacharelado em Saúde Coletiva foi criado em 2008, no marco da expansão e consolidação de novos cursos e instituições, dentro do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). O curso encaixou-se o no âmbito da Escola de Enfermagem, que passou a ter duas graduações (Saúde Coletiva e Enfermagem). Passados quatro anos, foi organizado o Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGCOL/UFRGS), oferecendo o curso de mestrado.

“Desde o princípio houve a demanda pela criação do departamento, considerando que essa esfera institucional garante melhores condições de funcionalidade, respeitando e pautando as particularidades do curso. Entretanto, a solução inicial foi agregar o novo curso a um departamento já existente. No final do ano passado alcançou-se um consenso que repercutiu positivamente em relação às outras esferas da universidade”, explica Alcides Miranda, coordenador da Comissão de Graduação e membro da diretoria da Abrasco.

Para o docente, a mudança constitui uma instância que focaliza e prioriza as particularidades dos cursos de graduação e pós-graduação, além de demais demandas específicas – como projetos de extensão e plataformas de desenvolvimento tecnológico: “Entendemos que a estrutura departamental possui um caráter administrativo e burocrático imprescindível para processos e trâmites formais. Entretanto, esse arranjo necessita também de inovações, em termos de estratégias institucionais e dispositivos”.

A interdisciplinariedade é avaliada como principal desafio do departamento, que deverá ser formado por 18 professores, com variadas formações profissionais e diversas experiências em ensino e pesquisa, o que retrata e afirma a complexidade do campo da Saúde Coletiva. Alcides aposta na união do corpo docente para ultrapassar as dificuldades iniciais e consolidar os avanços, como a discussão da Reforma Curricular da graduação e do PPGCOL  e a aproximação com especializações ofertadas em outras unidades, como as residências. “A recente luta pelo departamento criou importantes convergências entre os professores do curso, o que pode e deve ser capitalizado para outras iniciativas e avanços”, conclui.

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