Prioridade em programa de bolsas no exterior prejudica orçamento para pesquisa no país


A política de envio de brasileiros a centros universitários estrangeiros vem reduzindo os investimentos na produção científica nacional. Essa conclusão, já percebida por muitos pesquisadores, foi trazida à tona pelo jornalista Herton Escobar, do jornal O Estado de S.Paulo, em entrevista com pesquisadores de diversas áreas durante o Fórum Mundial da Ciência, nesta semana, no Rio de Janeiro.

Segundo o levantamento do jornal, pela primeira vez o programa Ciência sem Fronteiras (CsF) recebeu boa parcela do repasse federal do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), destinado a pesquisas científicas feitas em universidades e centros de pesquisas federais e estaduais. O mesmo deve voltar a acontecer no próximo ano, de acordo com o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), em análise no Congresso Nacional. Com a destinação de recursos voltada ao Ciência Sem Fronteiras, perdem investimentos projetos como o Programa de Capacitação de Recursos Humanos para o Desenvolvimento Tecnológico (RHAE), Edital Universal e os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs).

Para 2014, o CsF deverá receber quase R$ 1,4 bilhão, com participação do FNTC, recursos diretos do CNPq e da Capes, do Ministério da Educação. O FNDCT está estimado em R$ 3,38 bilhões, segundo o PLOA, uma redução de cerca de R$ 38,6 milhões em comparação a 2013.

Não é a primeira vez que o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) sofre com restrição orçamentária no governo Dilma Roussef. Segundo a matéria, houve corte de cerca de 20% de 2011 para 2012. Apesar da recuperação deste ano, o projeto de Lei Orçamentária prevê redução de um milhão de reais do orçamento do MCTI para 2014, chegando a destinação final de R$ 9,3 bilhões. Para o CNPq, é destinado acréscimo de apenas R$ 10 milhões, alcançando R$ 1,73 bilhão.  Confira esses e outros valores em http://blogs.estadao.com.br/herton-escobar/

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