O Banco Mundial e o SUS brasileiro no início do século 21


‘Este ensaio tem o objetivo de atualizar as discussões sobre a perspectiva política e o papel desempenhado pelo Banco Mundial na elaboração de políticas públicas de saúde no Brasil, procurando identificar continuidades e mudanças no modo de agir dessa instituição e sugerir hipóteses sobre as estratégias de ação neste início de século. Para isso, analisam- -se dois documentos, um de 2007 e outro de 2013, publicados por essa instituição, e levantam-se dados sobre projetos financiados pelo Banco no período de 2000 a 2015 no Brasil, com destaque para o setor de saúde. Conclui-se que os mecanismos tradicionais de intervenção não se alteraram em relação aos utilizados nas décadas de 1980 e 1990, tampouco mudaram os princípios orientadores: o que se observa é um deslocamento das ações do Banco da esfera nacional para as esferas estadual e municipal. Aponta-se a necessidade de estudos específicos dos contratos firmados entre o Banco e os governos subnacionais, uma vez que o modelo federativo brasileiro e o próprio sistema nacional de saúde permitem implementar mecanismos de gestão descentralizados que podem alterar a configuração do Sistema Único de Saúde’

O Ensaio foi publicado na Saúde e Sociedade de abril / junho de 2016. A revista Saúde e Sociedade, da Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP) e da Associação Paulista de Saúde Pública (APSP) é uma parceria que resultou em um projeto editorial – hoje uma revista consolidada nas áreas de Saúde Pública/ Coletiva e de interface entre Ciências Sociais e Humanas.

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