Mudanças na formação médica em debate no jornal Folha de S. Paulo


30 de julho de 2013

 


No domingo, 28 de julho, a seção Tendências e Debates do jornal Folha de S. Paulo publicou dois artigos sobre as mudanças na formação universitária em Medicina propostas pelo programa Mais Médicos, anunciado pelo governo federal no dia 08 do mesmo mês.

 

Para Paulo Capel, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP) e membro do GT de Saúde Bucal Coletiva da Abrasco, determinados setores do movimento associativo médico interessam-se, particularmente, em criticar o programa para manter o déficit de profissionais como está, favorecendo a rede privada, que lucra com as altas mensalidades e oferece formação questionável justamente no momento mais crítico do curso, na residência. "Ambos, corporativismo médico e comércio da educação, ainda que apareçam emoldurados por falas grandiloquentes, nada têm a ver com os direitos à educação e à saúde e, contrariando o interesse público, fazem refém a sociedade".


Maria Paula Dallari Bucci, ex-secretária de Ensino Superior do Ministério da Educação e professora de Direito da USP e Mackenzie, argumenta que não se pode fazer avaliações sobre a extensão do curso e a formação médica sem questionar essas instituições. "O Brasil já teve algumas faculdades de medicina que eram notórias linhas de produção de médicos despreparados, que descobriam na clínica as falhas de sua formação, resultado, majoritariamente, da falta de treinamento prático e supervisão".

 

Clique nos títulos e confira os artigos na íntegra

                       

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