Depois da Campanha Nacional, Movimento contra os Agrotóxicos ganha territórios internacionais


25 de julho de 2013Por Flaviano Quaresma

 

A Mesa-Redonda “Os impactos dos Agrotóxicos na Saúde: o Dossiê Abrasco” desta quarta dia 24/7 dentro da programação da 65ª Reunião Anual da SBPC, no Recife, esgotou o tema com o público presente. Lia Giraldo Augusto (UFPE), Raquel Rigotto (UFC/Abrasco) e Cleber Folgado (Campanha Nacional Contra os Agrotóxicos e pela Vida/Brasília) além de apresentar detalhes sobre as questões que envolvem o Dossiê Abrasco, revelaram a elaboração de um novo documento com foco internacional. Cleber contou que o comitê da campanha já percorreu vários países como Venezuela, Uruguai, Chile, Colômbia e Cuba. “Haverá uma reunião de reestruturação do dossiê com os pesquisadores envolvidos, em outubro”, revelou. A previsão é que o documento seja publicado no segundo semestre de 2014.


Raquel Rigotto ressaltou que o Dossiê Abrasco sobre os Agrotóxicos ajudou a conhecer experiências concretas de pesquisadores desenvolvidas em seus territórios. “Sabemos que a questão dos Agrotóxicos é delicada. Há uma subordinação, inclusive, de pesquisadores à indústria química, mas essa interdisciplinaridade conseguida com o Dossiê envolvendo áreas como a Nutrição e a Toxicologia, entre outras muito importantes, fez fortalecer a campanha. A experiência do Dossiê foi um momento de construção de saberes a partir de cada área do conhecimento”, enfatizou.


Lia Giraldo pontuou a dificuldade da Ciência Moderna em analisar a complexidade do problema. Ressaltando, nesse sentido, a importância da articulação dos movimentos sociais, da ordem campesina, para avançar no processo de pensar a relação dos tóxicos e a dimensão da saúde dos trabalhadores.


Saiba mais sobre o Dossiê Abrasco

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