Abrasquianos analisam propostas para a saúde dos presidenciáveis


A campanha eleitoral começa a ganhar corpo nas ruas e maior espaço nos noticiários e nas discussões cotidianas, e o setor saúde pergunta: Como as candidaturas a presidência da República estão tratando a área?

Para tentar responder a essa pergunta, os professores Mário Scheffer e Lígia Bahia, ambos integrantes da Comissão de Política, Planejamento e Gestão da Abrasco, elaboraram o estudo A saúde nos programas de governo dos candidatos a Presidente da República do Brasil nas eleições de 2014: notas preliminares para o debate.

Os pesquisadores analisaram os programas registrados pelas 11 candidaturas que pleiteiam a principal cadeira do Poder Executivo brasileiro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O tema, assunto ou menção ao termo saúde foram localizados no conjunto dos documentos
e as proposições foram agrupadas por eixos temáticos, como gestão, modelo assistencial e financiamento, entre outros, com o propósito de identificar singularidades e reiterações.

Após a atenta leitura, a conclusão dos pesquisadores aponta para uma defesa generalista e vazia do Sistema Único de Saúde (SUS) por parte das candidaturas, que pode ser percebida pela ausência de metas efetivas para a resolução dos problemas enfrentados diariamente no setor, além da baixíssima compreensão do funcionamento constitucional do SUS expressos nas poucas propostas que abordam a gestão e o pacto federativo. “As platitudes e trivialidades que predominam nos programas por certo não dão conta de responder ao momento atual, marcado por forte insatisfação dos brasileiros com o sistema de saúde” aponta o estudo. Acesse o documento na íntegra.

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2 comentários sobre “Abrasquianos analisam propostas para a saúde dos presidenciáveis

  1. Excelente estudo realizado pelos professores Mario e Ligia, abordando os principais aspectos relacionados ao sistema de saúde no Brasil. Concordo com a fragilidade e incipiência em relação às propostas de melhorias nos diversos campos mencionados, como gestão, atenção farmacêutica, PPPs, entre outros. No caso da candidatura do Psol,o programa explicita as linhas ideológicas e proposições gerais, que deve ser complementada por contribuições em uma plataforma virtual (http://www.plataforma50.com.br/site/), atendendo justamente a uma das sinalizações do estudo, qual seja, a possibilidade de participação social nas formulações das políticas públicas. Estão ocorrendo também, reuniões do setorial de saúde do partido, com a participação de usuários do SUS, acadêmicos, movimentos sociais, onde todas as questões apresentadas estão sendo discutidas e documentos elaborados para posterior inserção no programa. Este estudo certamente servirá para subsidiar as discussões, bem como as portas estão abertas para a participação dos pesquisadores do campo, em locais e datas amplamente divulgados nas mídias sociais do partido.