Saberes tradicionais, terapias e outras práticas de cuidado no tratamento de Covid-19 em debate

A integração de saberes tradicionais, de terapias comunitárias e outras práticas de cuidado no tratamento à Covid-19 permearam o debate do painel Contribuição de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde em tempos de Covid-19” da Ágora Abrasco no dia 18 de agosto. O debate se deu tanto nas pesquisas para o tratamento direto da Covid-19, quanto para questões de prevenção e de saúde mental, esta última tem afetada em grande escala a população por conta do confinamento, do medo e do luto gerado pela pandemia. Para realizar o debate, estiveram presentes Adalberto Barreto (UFC), Daniela Dallegrave (UFGRS), Ricardo Ghelman (Unifesp), Fernando Pigatto (Presidente do Conselho Nacional de Saúde). A coordenação ficou por conta de Marilene Nascimento (UFF) e coordenadora do GT RM-PIC/Abrasco.

“Com as catástrofes, a saída é conjunta, com mutirões, um ajudando o outro. Com a Covid-19 é o contrário, o que aumenta os danos mentais”. Essa diferença da pandemia de Covid-19 foi levantada por Adalberto Barreto, que também trouxe a experiência positivas das terapias comunitárias. Segundo Adalberto: “As emoções evidenciadas nas terapias de grupo eram as mesmas em 15 países e 4 idiomas. Evidencia que a dor e o sofrimento não têm fronteiras e é aquilo que nos une como humanidade”. Com relação à saúde mental, Daniela Dalegrave focou sua fala nos profissionais de saúde, que sofre os mais diversos tipo de violência durante a pandemia. A pesquisadora ressaltou que “as práticas integrativas vêm oferecer um olhar integracional do terapeuta (ou cuidador). Esse vínculo auxilia no cuidado dessas questões e acometimentos no meio da pandemia”.

O trabalho da Rede MTCI Américas (Medicinas Tadicionais Complementares e Integradas) foi apresentado por Ricardo Ghelman, que explicou que se trata de algo que integra Práticas Integradas Complementares em Saúde (PICS), porém mais amplo. Segundo o pesquisador, o trabalho examinou terapias com ervas tradicionais, chinesa, yoga entre outras e buscaram ver direções das PICS em 3 direções com relação à Covid-19: imunologia e cuidados respiratórios, sintomas de infecção e questões de saúde mental. Por fim, Fernando Pigatto falou da necessidade do incentivo à criação de PICS nos conselhos estaduais e municipais de saúde. Incorporação de debate das PICS nos povos tradicionais.

Confira o debate na íntegra:

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