Ministério da Saúde atualiza boletim sobre microcefalia


O Ministério da Saúde divulgou na terça-feira 17 de novembro, o boletim epidemiológico sobre microcefalia, cujo aumento do número de casos no país tem sido monitorado e investigado pela pasta. Ainda não é possível ter certeza sobre a causa para o aumento dos casos de microcefalia registrados. Todas as hipóteses estão sendo minuciosamente analisadas pelo Ministério da Saúde e qualquer conclusão neste momento é precitada.

Até o momento, foram notificados 399 casos da doença em recém-nascidos de sete estados: Pernambuco (268), Sergipe (44), Rio Grande do Norte (39), Paraíba (21), Ceará (9), Piauí (10) e Bahia (8). O diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, fala sobre o aumento dos casos de microcefalia no país:

O Ministério da Saúde acompanha as notificações e a investigação dos casos de microcefalia estados do Nordeste do Brasil desde o dia 22 de outubro, quando foi notificado. Uma Equipe de Resposta Rápida às Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde – formada inicialmente por seis profissionais epidemiologistas – viajou, imediatamente, para Recife (PE) para apoiar as Secretarias de Saúde do estado e dos municípios nas investigações de campo que são conduzidas de forma integrada.

O laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz concluiu diagnósticos que contaram a presença do genoma do Zika Vírus em duas gestantes da Paraíba, cujos fetos foram confirmados com microcefalia através de exames de ultrassonografia. Apesar de ser um achado científico importante, os dados atuais não permitem correlacionar inequivocamente, de forma causal, a infecção pelo Zika com a microcefalia.

O Ministério da Saúde trata com prioridade e transparência as informações com previsão de divulgação semanal do boletim epidemiológico. E atualiza o número de crianças diagnosticadas com microcefalia nos estados.

Além da recomendação de manter o acompanhamento e as consultas de pré-natal, alguns cuidados devem ser tomados para reduzir a presença dos mosquitos transmissores da doença, como a eliminação de criadouros e proteger-se da exposição de mosquitos.

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