Nota de repúdio à operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro e em solidariedade à comunidade do Jacarezinho

A Cidade da Polícia, no Jacarezinho | Foto Tânia Rego/EBC

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) repudia, veementemente, mais um ataque aos direitos humanos ocorrido na última quinta-feira, 6 de maio, na favela do Jacarezinho, que ceifou brutalmente a vida de 25 pessoas.

Este massacre se tornou a operação mais letal da história do Rio de Janeiro e comprova o excesso de força por parte dos agentes de segurança em ações, especialmente, dentro das comunidades, inclusive porque, conforme foi divulgado pela imprensa, algumas pessoas foram executadas após terem sido detidas.

Não podemos aceitar caladas(os) a continuidade de execuções sumárias, como essas, vindas de quem tem o dever de proteger a população. Essas mortes violam, mais uma vez, nossa Constituição, o direito à vida e escancaram a violência policial que a nossa população vem sofrendo, sobretudo, a população negra (pretos e pardos).

O sistema de segurança pública opera sob a lógica de uma necropolítica que tem exterminado quem vive em situação de vulnerabilidade. É preciso uma investigação transparente e independente para apuração dos fatos.

Manifestamos nossa solidariedade à comunidade do Jacarezinho e às famílias das 25 pessoas assassinadas nesta operação.

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