Plano de comunicação do governo federal para a pandemia não sai do papel

Campanha de vacinação contra o sarampo em 2019. Foto: Valter Campanato/Ag.Brasil/Fotos Públicas

Sem plano e sem comunicação. Matéria da Repórter Brasil publicada na Folha de São Paulo mostra que a equipe de reportagem teve acesso ao novo plano de comunicação do governo federal, elaborado pela Secretaria Especial de Comunicação Social em conjunto com o Ministério da Saúde, em março. O plano, porém, não saiu do papel.

A ideia de ampliação das ações de comunicação na pandemia envolvia a imunização do presidente da república e eventos a participação de Marcelo Queiroga, ministro da Saúde e com o símbolo das campanhas de vacinação brasileiras, o Zé Gotinha, por exemplo.

Inesita Araújo, coordenadora do Grupo Temático Comunicação e Saúde da Abrasco, acredita que o engajamento de Jair Bolsonaro em um evento público de vacinação seria uma boa atitude, dando “confiança e segurança”, principalmente para aqueles que ainda demonstram hesitação diante da imunização. “Não é por acaso que os presidentes se vacinam logo e com grande visibilidade, como estímulo a ‘seguir o exemplo do líder máximo da nação’.”, explicou em entrevista à reportagem.

O presidente Jair Bolsonaro não só não se vacinou, como viu Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Casa Civil, afirmar, sem saber que estava sendo gravado, que se imunizou “escondido”, seguindo “orientações” superiores.

Estimular o uso de máscaras, o distanciamento social e a vacinação em ações de comunicação é fundamental. Para o senador Humberto Costa, ex-ministro da Saúde, “a participação do presidente da República numa campanha como essa, especialmente sendo vacinado e isso publicamente divulgado a toda a população brasileira, teria um papel importantíssimo, como uma forma de reforçar a credibilidade da vacina e a necessidade de vacinação”, disse.

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