“Parte do futuro do mundo depende da diplomacia bem sucedida”, aponta debate sobre saúde global

A Abrasco em parceria com o Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (CRIS/Fiocruz) realizou o debate “Diplomacia da saúde: Mais necessária do que nunca”, como evento integrante dos Seminários Avançados em Saúde Global e Diplomacia da Saúde. Paulo Buss, membro do Comitê de Relações Internacionais da Abrasco e da Fiocruz, coordenou a atividade e apontou: “Esse tema da diplomacia da saúde é mais importante do que nunca”. Para palestrar, foram convidados Ilona Kickbusch (Fundadora e Diretora do Centro de Saúde Global do Instituto de Pós-Graduação para Estudos Internacionais e do Desenvolvimento de Genebra), Célia Almeida (ENSP/Fiocruz e Abrasco) e Santiago Alcázar (Consultor do CRIS/Fiocruz).

O debate girou em grande medida sobre a atual conjuntura de diplomacia na saúde, que ganhou ainda mais destaque por conta da pandemia de Covid-19. Foi exposto um panorama do cenário atual e também as mudanças da forma como as carreiras diplomáticas se dão atualmente com a política de enfraquecimento de mecanismos multilaterais, como a ONU e a OMS. Dentre as principais colocações, foi destacada a pelos participantes a fala do diretor geral da OMS diante da pandemia de Covid-19: “Ninguém está seguro até todos estarem seguros!”.

O debate se desenrolou também apontando o papel de agentes privados, como fundações e outras entidades do tipo, na área da saúde. O esvaziamento do multilateralismo e de bases éticas que direcionavam as ações diplomáticas até a década de 1990 foram colocados como elementos importantes para se refletir como se chegou a atual situação. O debatedores também avaliaram que de o enfrentamento da pandemia funcionou melhor, também foi aonde houve uma relação melhor entre os países.

Para saber mais sobre o debate confira o evento na íntegra em português ou em inglês na TV Abrasco:

Em português:

Em inglês:

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