Rosana Onocko fala sobre corte em verbas da saúde para o Brasil de Fato

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O recente veto em dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que alocavam verbas para o enfrentamento à pandemia e seus efeitos, proposto pelo presidente Jair Bolsonaro, foi tema de uma matéria feita pelo portal Brasil de Fato. A presidente da Abrasco, Rosana Onocko participou, atentando para os graves efeitos que as atitudes do chefe do executivo causam na população brasileira. A matéria também ouviu o diretor nacional do Cebes, Heleno Corrêa Filho.

Em vigência desde a segunda-feira (23), quando foi publicada no Diário Oficial,  a nova legislação (14.194/2021) barrou, por exemplo, um trecho que estipulava um aumento de 50% nos recursos previstos para desenvolvimento de vacinas. 

Com um número de imunizados que se aproxima de 35%, o país ainda vive em “dívida vacinal”, como apontado pela presidente da Abrasco. “Lamentavelmente, não nos surpreende o veto de hoje porque é um governo que tem mostrado o tempo inteiro o seu descompromisso com a saúde pública, com a vida. Então, dizer que vetou dinheiro pra vacina é mais uma capitulação do Brasil se resignando e renunciando a ser soberano em relação à preservação da saúde e à recuperação da saúde da sua população. É lastimável”, afirma. 

Rosana reforça que, pelo histórico que o Brasil apresenta na área de imunização, teria expertise e condições operacionais de apresentar um quadro mais exitoso no que se refere à vacinação contra a covid. A Abrasco observa que o potencial do país poderia alçá-lo inclusive ao posto de “liderança mundial” no assunto, caso houvesse mais investimentos na área.

“O Brasil tinha condições, tanto pela Fiocruz quanto pelo Butantan, de ter sido um grande produtor de vacinas pra ajudar o mundo, uma atitude que o país sempre teve porque sempre se mostrou um país solidário, preocupado com as contribuições humanitárias. Mas nós perdemos essa chance também.” 

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