Queda no número de mortos não significa melhora da pandemia, entrevista com Gulnar Azevedo para o Globo

Manifestação em Copacabana em memória aos 100 mil brasileiros mortos pela Covid-19 no Brasil – Foto: Rio de Paz

Nos últimos quinze dias, o número de mortos pela Covid-19 caiu 25%. Apesar de parecer uma queda expressiva, o número total de óbitos ainda supera o pico da doença no mesmo período do ano passado. 

Com uma média móvel de 2.361 mortes diárias, a doença ainda está longe de ser controlada, sugerem especialistas. Em matéria para O Globo, Gulnar Azevedo, presidente da Abrasco alerta para a instabilidade do cenário da pandemia no Brasil. Como a queda no índice de óbitos pela Covid-19 foi puxada por dados de 15 estados, ainda não se pode afirmar com certeza se é uma tendência consistente ou apenas momentânea.  “Para justificar recuo nas medidas de restrição, a queda teria que ser drástica, vigorosa, e por mais duas ou três semanas. Não há segurança ainda de que a tendência de aumento não possa voltar” afirma a presidente da Abrasco.

Para os cientistas entrevistados, a resposta precisa analisar os cenários específicos de cada estado, para formular uma resposta adequada. No Rio de Janeiro, por exemplo, Gulnar sinaliza uma dificuldade do estado em consolidar uma tendência de queda dos índices de contágio e morte, que são agravados pela grave crise da administração pública. 

A presidente da Abrasco também apontou para uma necessidade, em caráter de urgência, de uma ação coordenada do Governo Federal com Governos dos estados e municípios para o enfrentamento da doença, além de maior esforço para acelerar a vacinação. 

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