Um trovão mineiro para abrir o 2º SIBSA


Ainda se ouviam os aplausos para a extraordinária conferência de abertura com Jean Pierre Leroy, quando um rasgão sonoro invadiu o teatro Topázio do Minascentro: era o convite para conhecer a percussão do grupo Trovão das Minas, que pesquisa há 12 anos o Maracatu Nação, expressão da Cultura Popular Pernambucana. Tendo a percussão como principal elemento musical, o grupo traz para Minas Gerais o contagiante ritmo do Maracatu de Baque Virado, difundindo esta manifestação cultural no Estado.

Para Bernardo Vaz, da Aicó Culturas, a programação cultural foi pensada para refletir a proposta do Simpósio – “Não é só uma linguagem artística, a forma está casada com a proposta e conteúdo do 2º SIBSA. Se formos ver todos os grupos, eles são a expressão de uma arte e cultura destes territórios que estão em debate, seja na cidade e no campo. É a mesma voz de resistência desses povos, quer expressão maior em saúde destes grupos que sentir a vibração que emana do som dos tambores?” pergunta Bernardo.

Em 2001, Mestres da Cultura Popular Brasileira ministraram oficinas em Belo Horizonte, através do Projeto Raízes da Tradição, idealizado por Lênis Rino e Ana Paula Jones. O projeto possibilitou a vinda de Mestre Walter Luiz de França, da Nação de Maracatu Estrela Brilhante do Recife, despertando interesse especial dos integrantes do Trovão das Minas, que já vinham estudando esta manifestação. O Trovão das Minas teve início a partir destas oficinas de Maracatu ministradas pelo percussionista Lênis Rino.

Em seus 12 anos de trajetória, a linguagem musical do grupo vem sendo aprimorada, tendo como base o conhecimento centenário da Nação Estrela Brilhante. Entretanto, desde sua primeira formação, o Trovão mescla elementos da música tradicional do Maracatu com um trabalho de composições próprias.

Nas escadarias do centro de convenções da capital mineira, o 2º Simpósio Brasileiro de Saúde e Ambiente deu as boas-vindas aos participantes sob a batida harmoniosa das alfaias, caixas, agbês, ganzás e gonguês.

 

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