Nota de Solidariedade e Repúdio da União Brasileira de Mulheres


A União Brasileira de Mulheres vem a público manifestar sua irrestrita solidariedade à Presidenta Dilma Rousseff pela violência sofrida durante a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, na Arena Corinthians, no último dia 12 de junho de 2014. A presidenta acompanhava a partida na condição de Chefe-de-Estado e de Governo, legitimamente eleita pela maioria do povo brasileiro, quando um pequeno grupo, restrito à área VIP do estádio, que se demonstraram desprovidas de qualquer educação ou espírito democrático, gritaram a plenos pulmões palavras de baixíssimo calão dirigidas nada menos que a mais alta autoridade da República.

 

A UBM entende que faz parte da democracia que exista oposição a qualquer governo. Em seu discurso de posse, a presidenta anunciava que seu governo tinha como missão consolidar a travessia que o povo brasileiro fez para a outra margem da história, tendo a erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidades para todos como luta mais obstinada colocada a seu governo. Apoiada na força e no exemplo da mulher brasileira, como ela mesma disse, e recebendo uma centelha de sua imensa energia, Dilma Rousseff vai cumprindo seu compromisso de honrar as mulheres, proteger os mais frágeis e governar para todos.

 

É nítido que o estrato social de quem estava na área VIP não é o estrato social dos beneficiários nas inúmeras políticas sociais deste governo. Contudo, não se pode confundir a crítica política, a oposição democrática, com a selvageria dos insultos despolitizados, com fortes traços de machismo, misoginia e autoritarismo, típicos de quem perdeu no jogo democrático e não admite as transformações pelas quais o Brasil está passando e que tem em Dilma a grande timoneira. Por isso, a UBM repudia veementemente os insultos proferidos à Presidenta da República e se solidariza com ela, e com a cidadã Dilma Vana Rousseff e sua filha, Paula Rousseff, pelo absurdo e injustificável constrangimento sofridos no último dia 12 de junho. O debate político brasileiro não pode involuir para a barbárie da agressão pessoal de uma elite pequena que, não tendo mais projeto ou argumentos, parte para a baixaria da agressão pessoal.

União Brasileira de Mulheres, junho de 2014.

Comments

comments