FCM/Unicamp e Abrasco promovem seminário sobre políticas de saúde


Troca de visões e novas formas de produzir conhecimento estiveram no centro do seminário Em Defesa do SUS e do Direito à Saúde, atividade realizada pelo Coletivo de Estudos e Apoio Paideia, grupo de pesquisa ligado à Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/Unicamp), com o apoio da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O evento aconteceu no último dia 16, nas dependências da Faculdade, e recebeu cerca de 350 participantes, entre estudantes, docentes e profissionais do serviços, que debateram estratégias para a consolidação dos direitos em saúde, na perspectiva de uma produção acadêmica crítica e que reúna elementos para pensar os desafios contemporâneos da dimensão pública da Saúde Coletiva.

+ Confira a matéria Seminário na FCM debate o SUS e o direito à Saúde, da FCM/Unicamp

Em sua fala de abertura no evento, Gastão disse que o momento inspira preocupação em relação às políticas sociais e à democracia. Como exemplo, citou o projeto de emenda constitucional encaminhado pelo governo interino, que propõe um teto de gastos para o setor público. “Esse arrocho inclui também a saúde, a educação e a previdência. A constituição prevê um teto mínimo para a saúde e a educação, e o que eles estão propondo é alterar a constituição. Essa medida agrava, desorganiza e desagrega tudo o que nós conseguimos construir no SUS, com muita luta e esforço, nos últimos 25 anos”, criticou Gastão, que debateu o tema com Lígia Bahia, professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC/UFRJ) e integrante da Comissão de Política, Planejamento e Gestão da Abrasco

“Nesse momento, sentimos com bastante clareza o risco de retrocesso”, complementou o diretor associado da FCM, Roberto Teixeira Mendes, destacando a tradicional mobilização e engajamento da faculdade de medicina da Unicamp, na construção e defesa do SUS. “Os cortes orçamentários, que já vinham acontecendo, agora estão sendo acentuados por políticas monetárias e financeiras do governo, e que irão comprometer ainda mais o financiamento da saúde. Vivemos um impasse, porque não sabemos qual será o futuro de políticas que até então considerávamos potencialmente interessantes no âmbito de formação para o SUS, como àquelas vinculadas ao Programa Mais Médicos e ao Provab”, afirmou.

Após a mesa central, os participantes dividiram-se em grupos para o aprofundamento dos temas expostos na mesa, dando chance para que mais pessoas falassem e expusessem suas contribuições e ideias para o fortalecimento do SUS no atual cenário. “A avaliação foi muito positiva, foi um seminário bastante participativo e propositivo”, disse Juliana Fernandes, integrante do Coletivo e estudante do PPGSC/FCM/Unicamp.

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