Vigilância Sanitária no enfrentamento da Covid-19

As dificuldades do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária – um importante braço do Sistema Único de Saúde – diante da pandemia de coronavírus foram  tema do painel  A prática da vigilância sanitária no enfrentamento da pandemia de Covid-19. O encontro aconteceu em 3 de setembro, na programação da Ágora Abrasco.

Geraldo Lucchese, integrante do Grupo Temático Vigilância Sanitária da Abrasco (GT VISA) e representante da Abrasco no Conselho Nacional de Saúde (CNS), coordenou o evento, que teve exposições de José Antonio Moura, Jória Viana Guerreiro, Luiz Antônio Dias Quitério e Marcus Aurélio Miranda de Araújo.

Estado mínimo

“A gente tem uma fragilidade. Estamos vivendo um momento em que o mercado dita as regras para o Estado. Temos a política do Estado mínimo, enquanto as pressões sociais exigem grandes demandas”, afirmou José Antonio Moura, chefe da Vigilância Sanitária de Natal (VISA – Natal/RN).

Fazendo referência às regras do mercado, Jória Viana Guerreiro, diretora geral da Agência Geral de Vigilância Sanitária da Paraíba (AGEVISA/PB), citou o aumento de preços em equipamentos e insumos: “A máscara custava R$ 0,10, e passou a custar R$ 1,00. Como vamos fazer? Não proteger nossos trabalhadores ou ter que responder ao Tribunal de Contas pelo gasto excessivo?”.

Desinformação

Luiz Antônio Dias Quitério, integrante do GT VISA/Abrasco e membro do Grupo Regional de Vigilância Sanitária da Baixada Santista (SP), falou sobre a disputa pela narrativa, diante da pandemia.   “Tivemos que fazer frente às Fake News. Temos que conversar com nossos colegas, muitas vezes, que também são alvo das notícias falsas”. A informação na forma de orientação para agir.

Marcus Aurélio Miranda de Araújo, servidor da Anvisa,  também abordou a importância do acesso às informações corretas, mas referindo-se ao fato da Covid-19 ser uma doença ainda desconhecida: “A falta de dados e de informação de como tratar essa pandemia, sobre como o vírus se comporta, se propaga, foi uma questão no mundo. Existe uma urgência, uma pressão da sociedade e dos governantes por respostas imediatas”. 

Assista ao painel completo, na TV Abrasco: 


 

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