Saúde Coletiva em destaque na imprensa de Pernambuco

Vista noturna de Recife, capital pernambucana – Foto: Embratur

Por conta de seus posicionamentos claros, valorizando a vida e as populações vulnerabilizadas, duas pesquisadoras pernambucanas associadas Abrasco ganharam o devido espaço na mídia do estado. Bernadete Peres, vice-presidente da Abrasco e docente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (FM/UFPE), e Ana Brito, pesquisadora do Instituto Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz (IAG/Fiocruz), compuseram a página de destaques do ano da saúde, publicada pelo Jornal do Commercio, de 31 de dezembro de 2020.

À pergunta “O que este ano impactou na sua vida e qual o ensinamento que você leva?” a vice-presidente da Abrasco destacou o aprendizado que, sem a superação das desigualdades sociais é condição fundamental para o enfrentamento do coronavírus.

“Vivemos uma crise humanitária. A dor, o sofrimento, comunidades desfeitas, sequelas e mortes me afetam profundamente, bem como o desprezo de parte das pessoas a tudo isso. Aprendi que tão necessário quanto o controle da pandemia é o combate às desigualdades sociais, ao racismo, ao extermínio dos povos indígena, às violações dos direitos humanos. Precisamos por fim democraticamente a esse pesadelo. A defesa da vida está junto com a defesa do SUS, da democracia, da alegria, da clínica que se reinventa a cada instante. A resistência e a invenção foram meus maiores aprendizados”, disse a abrasquiana.

Já Ana Brito ressaltou o desafio que significa a Covid-19 para os sanitaristas e toda a área da saúde.

“Sou médica há 42 anos, com atuação em medicina interna e epidemiologia, com pós-doutorado em controle de doenças infecciosas. Já enfrentei doenças epidêmicas e endêmicas, mas nenhuma emergência se apresentou de forma mais devastadora do que a pandemia de Covid-19, afetando toda a humanidade num curto espaço de tempo”, ressaltou a pesquisadora, que concluiu também o papel da solidariedade e do combate às iniquidades em saúde. “O real enfrentamento da pandemia exige muito mais solidariedade entre os povos do que remédios e vacinas, embora importantes. Enquanto não houver programas e políticas para reverter as desigualdades, nossas sociedades nunca estarão protegidas”.

Participaram ainda Demetrius Montenegro; Bruno Ishigami, Carlos Brito, Rita Moraes de Brito.

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