Guilherme Werneck fala à imprensa sobre as formas de disseminação do coronavírus

Foto: Adilson M. Godoy – Comunicação FSP/USP

Para informar a população sobre os perigos à saúde provocados pelo novo coronavírus, veículos jornalísticos têm buscado constantemente opiniões de especialistas sobre os diversos pontos da pandemia.Vice-presidente da Abrasco e professor do Instituto de Medicina Social (IMS/UERJ) do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC/UFRJ), Guilherme Werneck participou do programa 15 minutos de Cidadania, da Rádio da Câmara dos Deputados, em mais uma contribuição ao debate social.

Em sua participação no programa, Werneck apontou as características do Sars-Cov-2 em relação a outros coronavírus de maior letalidade. “Talvez não seja tão agressivo quanto esses [Sars-Cov-1 e MERS], mas como ele conseguiu se disseminar pelo mundo inteiro muito rapidamente e transmite muito facilmente, a quantidade de pessoas que acabam sendo acometidas de forma grave é muito grande”.

Werneck disse ainda como vírus age no corpo e destacou a dificuldade de lidar com ele por conta da falta de um tratamento específico: “É um vírus que entra no corpo e atinge as células do pulmão, o que torna difícil a respiração e leva a um tipo de pneumonia que não é o que a gente comumente reconhece; não tem tratamento, não tem vacina. Então, é realmente uma dificuldade grande.”

Apesar da letalidade menor do coronavírus atual em relação ao Sars-Cov-1 e ao MERS, Guilherme ressaltou que isso não significa que seja um vírus fraco, incapaz de provocar problemas graves na nossa saúde. Inclusive, por ser recente e haver pouco conhecimento sobre o vírus não se sabe sobre possíveis sequelas. Por fim, destacou que, apesar da vulnerabilidade maior dos idosos, os demais grupos etários também podem experimentar situações graves com a doença.

A matéria contou também com a participação de Alexandre Machado, pesquisador da Fiocruz -Minas; Heloísa Ravagnani, da Sociedade Brasileira de Infectologia; Estêvão Portela Nunes, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz); Mauro Luiz Ribeiro, presidente do Conselho Federal de Medicina; e o deputado federal Luiz Antonio Teixeira Jr.  A reportagem é de Verônica Lima e Sílvia Mugnatto, com produção de Cristiane Baker e Marcos Brito. Clique no play da trilha abaixo e ouça.

 

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